Polícia

Em momento critico em Jundiaí e Região, 'a bola da vez' é prender receptador

Com o aumento de roubos de caminhão e carga, além de furtos em geral, a bola da vez é prender receptador


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Um homem procurado por receptação foi preso por GMs no São Camilo
Crédito: Divulgação

Por Fábio Estevam - Com o crescimento vertiginoso de roubos de caminhão e de carga, bem com também de furtos em geral em Jundiaí e demais cidades da região, as forças de segurança têm trabalhado em investigações não apenas para identificar e prender ladrões, mas também para prender receptadores, para prisões em flagrante ou por mandados, como aconteceu nesta quinta-feira, no Jardim São Camilo, em Jundiaí.

Uma equipe do Tático Motos da Guarda Municipal fazia patrulhamento pelo bairro, quando avistou um homem com as mesmas características de um procurado pela Justiça, com mandado de prisão preventiva em aberto por receptação.

Os guardas então efetuaram a abordagem e, em consulta aos dados, confirmaram que, de fato, era o homem procurado.

Conduzido ao 3º DP, foi descoberto que ele está sendo investigado por receptação de carga roubada. Dessa forma ele foi levado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista e ficou à disposição da Justiça.

AÇÕES POLICIAIS
Em março deste ano, quatro homens foram presos por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), durante operação contra ladrões e receptadores de carga, em Jundiaí e Região. Além das prisões, os agentes apreenderam drogas e dinheiro.

A operação foi desencadeada após investigações por conta de frequentes roubos a empresas, praticados por uma quadrilha especializada, que agia no período noturno e levava tanto produtos da empresa, como também a carga dos caminhões.

Foram instaurados inquéritos policiais e solicitadas quebras de sigilo telefônico, sendo expedidos pela Justiça mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão contra integrantes do bando. “O objetivo nesta operação foi de coibir roubos de carga e produtos industriais na região”, disse o delegado Rafael Diorio.

Mais recentemente, no dia 12 de maio, após recuperar as rodas do carro de um motorista de aplicativo de Várzea Paulista, morto com requintes de crueldade em Campo Limpo Paulista – uma mulher foi presa por receptação -, Diorio comentou que o combate à receptação é um dos pilares para se inibir roubos e furtos. “O crime de receptação, previsto no código penal pelo art. 180 com pena de 1 a 4 anos, é definido como ‘adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, em especial crimes contra o patrimônio como roubos, latrocínios e furtos’. Essa modalidade criminosa, que se torna acessória ao crime principal, deve ser combatida de maneira efetiva e com isso desestimular o comprador do produto ilícito. Sem o comprador, a dificuldade aumenta em repassar esse produto roubado, o que torna inviável a prática criminosa (roubo e furto)”.

Diorio disse também que “atrás de um objeto roubado, como aparelho celular, joias e outros produtos, há sempre um passado sujo de sangue naquele objeto, usando expressão metafórica, com marcas de tragédia e prejuízo alheio, que muitas vezes são conquistados com esforços durante a vida do cidadão e terminam nas mãos de infratores que são incentivados por pessoas que gostam de comprar esses tipos de produtos, originados de tragédias pessoais” comentou.

Também recentemente, em Campo Limpo Paulista, por conta da disparada de mais de 160% no número de furtos diversos na cidade, em um curto espaço de tempo, entre janeiro e março deste ano, as forças policiais desencadearam a 1º fase da Operação Sucata para tentar frear o avanço desse tipo de crime.

Neste primeiro momento mais tenso, acompanhados do setor de fiscalização do comércio, policiais militares e guardas municiais vistoriaram comércios de sucata para procurar por produtos ilícitos e também orientar quanto ao crime de receptação, caso comprem material produto de furto ou roubo.

De acordo com o comandante da Guarda, Sérgio Cardoso Oliveira, esse crescimento no número de furtos levou as forças de segurança a agirem. “Estamos registrando muitos furtos e pedimos para que ninguém compre material ilícito, pois isso incentiva a prática do furto. Em Campo Limpo está demais, levam tampa de bueiro, furtam escolas... A única forma de acabar com isso é mesmo fazendo essas operações contra a receptação”, disse ele.


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