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Casal é preso em Várzea Paulista tentando vender atestado médico falso de clínica de Jundiaí

Fábio Estevam | 04/07/2020 | 07:35

Um casal de 22 anos, ele se apresentando como empresário e ela comerciante, foi preso em flagrante no final da tarde desta sexta-feira (3), no Jardim Bertioga, em Várzea Paulista, tentando vender um atestado médico falsificado em nome de uma clínica situada no bairro Vianelo, em Jundiaí. As prisões, feitas por guardas municipais de Jundiaí, com apoio de GMs de Várzea, foram tipificadas pela delegada Renata Yumi Ono, no Plantão Policial de Jundiaí, como tentativa de estelionato, falsidade de documento particular e falsidade ideológica.

Eles foram presos depois de a direção da clinica receber denúncia anônima sobre o crime e forjar uma intenção de compra para descobrir a farsa, o que deu certo. Eles serão investigados, suspeitos de estarem comercializando atestados falsificados em nome desta clinica já há bastante tempo.

O caso

Um diretor da clínica recebeu denúncia anônima na tarde desta sexta-feira, dando conta de que atestados médicos falsificados em nome da empresa estavam sendo comercializados por um criminoso. O diretor então pediu a um funcionário para que telefonasse para o número de celular do possível falsário – número informado pelo denunciante – e se passasse por interessado.

Contato feito, o funcionário da clínica perguntou se o suspeito conseguiria falsificar um atestado de sete dias de afastamento do trabalho, para lhe entregar ainda na sexta. Após pegar os dados pessoais do interessado, o investigado disse que, não só poderia ser no dia, como o documento já estava pronto, pedindo a ele para que fosse buscar. Foi então combinado o local, entre os bairros Vila Popular e Jardim Bertioga, e o valor de R$ 50 por dia de afastamento, ou seja, R$ 350.

Com a arapuca armada, o diretor de clínica ligou no 153 da GM de Jundiaí e pediu para que guardas acompanhassem seu funcionário para protegê-lo e eventualmente fazer a prisão do criminoso. Dois agentes foram designados para o serviço e acionaram GMs de Várzea para o apoio.

No local os agentes ficaram escondidos próximos da casa onde o suspeito marcou o encontro. Porém, esperto, mas nem tanto, ele deu o número de uma residência próxima da que ele mora e justamente onde em instantes seria preso. Quando chegou o funcionário da clínica, até então cliente que foi buscar o atestado, ele mandou mensagem ao falsário avisando que já estava no local combinado.

Ainda tentando de valer de esperteza, usou uma câmera de monitoramento que fica na parte externa de sua casa, com visual para a rua, e fotografou o funcionário (seu cliente), para quem mandou a foto perguntando se era ele mesmo.

Confirmação feita, a esposa do suspeito saiu na calçada com o atestado falsificado e chamou pelo cliente. Ao fazer a entrega do documento, recebeu voz de prisão dos guardas jundiaienses. Nesse momento o marido dela saiu e, furioso, começou a dizer que sua função era somente pegava o atestado de outra pessoa (suposto falsificador) para vender. E que sua esposa era encarregada apenas de fazer a entrega e o recebimento. A explicação dele acabou gerando revolta nela e ambos passaram a discutir e fazer acusações entre eles, momento em que o marido também recebeu voz de prisão.

Os GMs perguntaram ao casal se eles poderiam entrar na casa. O objetivo era de averiguar se havia mais documentos falsos, mas eles não permitiram.

No Plantão Policial

Levados para o Plantão Policial, em Jundiaí, foram ouvidos pela delegada Renata Yumi Ono, assim como também os guardas responsáveis pelas prisões, o funcionário da clínica e o diretor. Foi constatado, ainda, que os atestados estavam assinados por um médico, já falecido, e por um enfermeiro. O diretor da clínica, porém, não os reconheceu como funcionários ou ex-empregados na sede da clínica em Jundiaí ou nas filiais em Várzea e Franco da Rocha (que têm nomes fantasia diferentes da clínica em Jundiaí).

Celulares e dinheiro, que estavam com o casal na hora do flagrante, foram apreendidos. Os aparelhos serão periciados e as informações contidas neles, usados pela investigação da Polícia Civil.

Convencida após ouvir os envolvidos, Renata Yumi concluiu o flagrante. “Diante dos robustos elementos de autoria e materialidade coletados nesta fase, plenamente presentes os requisitos da prisão cautelar, decreto a prisão e flagrante delito do acusado e da acusada, pelos crimes de estelionato tentado, falsidade de documento particular e falsidade ideológica.


Link original: https://www.jj.com.br/policia/casal-e-preso-em-flagrante-pela-gm-de-jundiai-tentando-vender-atestado-medico-falso/
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