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Cresce 300% número de homicídios em Jundiaí

Fabio Estevam | 21/01/2020 | 13:12

Jundiaí registrou neste final de semana o quarto homicídio somente neste ano, todos num período de apenas 12 dias, destacando uma média de um assassinato a cada três dias na cidade. Em comparação com janeiro do ano passado (que teve apenas um homicídio), o aumento no número de casos é de 300%. Mesmo com apenas 20 dias, janeiro deste ano também já registra mais mortes do que 10 dos 12 meses de 2019. É também o janeiro mais violento dos últimos cinco anos no município, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Um dos corpos encontrados neste final de semana foi no bairro Ivoturucaia. Polícia Civil suspeita que o homem, morto com sete tiros de calibre 380, foi executado por um possível acerto de conta entre criminosos. Essa desconfiança, segundo os investigadores da equipe Apolo 2, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), se dá pela forma como a vítima foi morta, o local ermo onde o corpo foi abandonado e o histórico da ficha criminal dele. “O corpo de vítima estava em uma rua de terra, em local ermo, bastante afastado de tudo. Quem matou sequer jogou o corpo no meio do mato, o que tem muito no local. Abandonou na rua mesmo”, disse um dis investigadores.

E completa. “Isso sem contar que ele estava com carteira e documentos, possibilitando a identificação. E com essa identificação, constatamos que ele já tinha passagens criminais por diversos crimes, entre eles roubo, furto e tráfico de drogas.”

OUTRO CASO

Outro corpo foi encontrado na tarde de domingo (19) na região da Vila Comercial, com os pés e mãos amarrados. Ele foi queimado e ainda tinha várias perfurações de arma de fogo. A vítima ainda não foi identificada, mas tinha no pescoço um crucifixo de aproximadamente 12 centímetros, que pode ser reconhecido por familiares. Os investigadores acreditam que ele também tenha tentado proteger o rosto enquanto era queimado porque o crucifixo ficou intacto e parte do rosto também. Duas famílias já foram ao Instituto Médico Legal (IML), mas n-ão o reconheceram.


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