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DDM tenta prender motorista de aplicativo suspeito de estupro

Fábio Estevam | 18/01/2020 | 11:07

Policiais da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí cumprem neste momento mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra um motorista de aplicativo acusado de estuprar uma cliente no dia 11 de janeiro deste ano no bairro Nova Cidade Jardim, em Jundiaí. As equipes estão indo a três residências, nos bairros Jardim Tarumã e Jardim do Lírio, em Jundiaí, e também em Louveira.

De acordo a delegada da especializada Renata Yumi Ono, no dia 13 de janeiro a vítima, de 18 anos, foi até a DDM denunciar o crime. Ela contou que dois dias antes, por volta das 7 horas nas proximidades de sua casa, o acusado se aproximou dela com seu carro, sendo imediatamente reconhecido por ela. Ele apontou uma arma de fogo e ordenou que ela entrasse no veículo.

Temendo por sua vida a vítima obedeceu. O algoz dirigiu por alguns minutos e, em dado momento, estacionou em frente a um terreno baldio, onde a estuprou violentamente sob grave ameaça dentro do carro.

Depois do crime ele abandonou a vítima no terreno. Ela então pediu socorro a moradores, que a socorreram ao Hospital Universitário. Na unidade de saúde foi realizada profilaxia para DSTs e também prevenção de gravidez.

Crime anunciado
A vítima revelou à polícia que no dia 22 de dezembro de 2019 solicitou uma viagem pelo aplicativo, de sua casa até seu local de trabalho, sendo atendida pelo seu agressor em um carro diferente do usado no crime. Por divergência no pagamento no valor de R$ 15,30, já que o motorista não possuía máquina de cartão de crédito/débito e a vítima não dispunha de referido valor em espécie, o motorista a ameaçou dizendo: “Ou você paga de um jeito ou paga de outro”.

A partir de então o acusado passou a rondar a casa da vítima sob alegação de tal dívida e, inclusive, em uma oportunidade invadiu a residência dela para tentar receber. Vizinhos chegaram a oferecer o pagamento para que ele fosse embora, mas ele se recusou a receber, alegando que queria que ela fizesse o pagamento. Esses vizinhos, que também presenciaram várias ameaças, inclusive uma repetição de que ela teria de pagar de um jeito ou e outro, testemunharam durante as investigações.

Noutra ocasião, quando abordada por ele na porta de sua casa, ela lhe deu R$ 25 para pagar a dívida, acreditando ter ficado livre do perseguidor.

“Todos estes fatos anteriores foram registrados também em Boletim de Ocorrência feito por ela no 4º DP. Além disso, há registros dos acionamentos realizados via o número 190 da Polícia Militar”, comentou a delegada.

Acusado exposto

A vítima informou aos policiais que o estupro chocou amigos de trabalho que, indignados, passaram a compartilhar a fotografia do acusado nas redes sociais. Foi então que esses colegas passaram a ser ameaçados por familiares do agressor.

A vítima e sua esposa foram então ainda mais intimidadas, pela mãe e familiares do acusado, fazendo com que elas se mudassem de residência para se esconderem.

Sem colaboração
A delegada comentou que, durante as investigações, a empresa do aplicativo se negou a ajudar. “Até o presente momento não houve colaboração da empresa. Nós tivemos que fazer a identificação sem a ajuda deles e ele foi prontamente reconhecido pela vítima por foto”.

Intimado

Sem conseguir localizá-lo, no mesmo dia 13 os investigadores entregaram à mãe do acusado uma intimação para que ele comparecesse na DDM no dia seguinte para prestar esclarecimentos sobre os fatos, podendo inclusive estar com seu advogado. No mesmo dia, porém, um advogado – que disse estar representando o acusado -, foi até a DDM e ficou informado de todas as acusações. Ele, que se comprometeu a comparecer com seu cliente em data e horário agendados, não cumpriu. “Ele não compareceu e tampouco justificou sua ausência ou agendou nova data para dar sua versão”, disse a Renata Ono.

Diante dos fatos a delegada pediu à Justiça a prisão temporária (por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30), bem como requereu ainda mandados de busca e apreensão em seus endereços residenciais para localizar a arma de fogo utilizada no crime.

Mais informações a qualquer momento.

 


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