Polícia

Delegada pede que vítimas de dermatologista formalizem denúncia na DDM

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Crédito: Reprodução/Internet
Subiu para oito o número de mulheres que procuraram a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí nos últimos dias para denunciar um renomado médico dermatologista da cidade por violência sexual mediante fraude. De acordo com a delegada da DDM, Renata Yumi Ono, todas relataram terem sido molestadas da mesma forma, durante consulta. Além dessas oito, existe ainda uma nona depoente, ex-funcionária do investigado, que está sendo incluída em inquérito como testemunha. Outras possíveis vítimas também entraram em contato com a DDM para comentar abusos, mas ainda não compareceram para formalizar a queixa. A evolução do caso fez com que a delegada também entrasse na Justiça pedindo um mandado de busca e apreensão no consultório do médico. Há alguns dias investigadores estiveram no local e levaram computadores e outras mídias, que serão encaminhadas para o departamento de perícia. “Nós estamos somente esperando autorização judicial para isso”, disse a delegada, que faz um pedido. “Se mais pessoas foram vítimas de um médico dermatologista, que nos procurem, que registrem o BO. Somente assim teremos ainda mais robustez para as investigações”, comentou. O médico ainda não foi chamado para ser ouvido, mas isso deve ocorrer em breve, por uma questão de investigação.   O caso O Jornal de Jundiaí denunciou no dia 27 de setembro o primeiro caso de suspeita de abuso cometido pelo médico. Uma jovem de 19 anos, que havia passado por consulta com ele no dia 26, procurou a polícia para relatar o que passou. Dois dias depois o JJ voltou a publicar matéria sobre o caso, com uma segunda vítima que também procurou a polícia para denunciar o médico pelo mesmo crime. O caso ganhou repercussão regional e mais vítimas começaram a aparecer. Na primeira semana já eram quatro as vítimas que procuraram a delegacia especializada DDM. Agora, com menos de um mês de investigações, já são oito vítimas, mais a testemunha que relatou ter presenciado atos de abuso cometidos pelo médico contra pacientes, além de também ter sido vítima de assédio. Em conversa com o JJ, recentemente, ela contou que estava no banheiro no consultório, fazendo uso do vazo sanitário, quando ele abriu a porta e a ficou observando por alguns segundos, até que, assustada, ela fechou a porta. Logo após sair do banheiro, o médico teria comentado. “Agora somos íntimos, depois da forma como eu a vi”, segundo relato da vítima.

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