Polícia

Dermatologista de Jundiaí é suspeito de violência sexual mediante fraude


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Crédito: Reprodução/Internet
Uma estudante de 19 anos denunciou na Polícia Civil de Jundiaí na noite de anteontem(26) um médico dermatologista da cidade por crime de violência sexual. A jovem contou que, durante o atendimento, num consultório na Rua do Retiro, a tarde, ela foi apalpada nos seios e região da virilha, além de ter de responder a perguntas íntimas de relação sexual com seu marido. O crime foi registrado como violência sexual mediante fraude e será encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Ela contou que inicialmente o médico pediu que ela tirasse toda a roupa. Ela questionou sobre a necessidade de se despir, momento em que ele mudou a abordagem e disse: “Só a calça”. Ela então teve de deitar de bruços e contou que o médico, bastante conhecido, passou acariciar suas nádegas. Em determinado momento, ele então afastou a calcinha da moça, alegando que era para ver melhor as estrias. Na sequência, pediu que ela virasse de frente e permanecesse deitada, quando ele apalpou sua barriga. Em seguida, abaixou a calcinha da moça, dizendo que era para ver mais para baixo as supostas estrias. A vítima, a essa altura, já se sentia violentada, quando o médico passou a apalpar seus seios. Ela contou aos investigadores do Plantão Policial que se sentiu bastante constrangida com as atitudes do médico. Quando pensava que as atitudes suspeitas haviam acabado, ela foi ainda mais surpreendida por ele, desta vez com comentários e perguntas de cunho sexual: Você tem relação sexual com seu marido desde o namoro? Mas ele não tinha desejo de fazer sexo com você, por que ele é homem e homens têm desejos? Seu marido mora longe ou perto? Vocë e seu marido são crentes, por isso não podiam fazer sexo antes? Tem uma diferença boa de idade. Você é novinha, claro que ele iria te querer. Você é decidida, já sabe o que você gosta. Despacho do delegado No despacho do delegado plantonista, Felipe Bueno Carbonari, ele relata que “trata-se do chamado estelionato sexual, em que o agente pratica atos libidinosos se valendo de fraude ou de outro artifício que vicia a vítima”. Ele segue relatando: “Nesse caso, mesmo não sendo comum a prática médica realizada por dermatologistas, o toque na região da epiderme examinada, a qual é observada por meio de lupa, o autor se aproveitou de sua condição de médico e da relação médico-paciente para dificultar ou impedir a livre manifestação da vontade da vítima, vindo a tocar nos seios e nádegas de forma maliciosa... tendo inclusive dialogado com a vítima sobre sua vida sexual, o que em nada se relaciona com o atendimento para o qual foi agendada a consulta, denotando, dessa forma, sua intenção criminosa, visando praticar ato libidinoso visando satisfazer sua devassidão.” O caso, assim como todos envolvendo violência sexual, é encaminhado à DDM. A reportagem entrou em contato com a delegada da especializada, Renata Yumi Ono, que disse se tratarem de denúncias graves, mas que somente poderá falar depois de investigação apurada. Informou ainda que o caso estará na sua mesa apenas na próxima segunda-feira.  

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