Polícia

Droga apreendida em condomínio de alto padrão em Jundiaí é avaliada em R$ 2,5 milhões

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Crédito: Reprodução/Internet
Mais de 230 kg de cocaína, avaliada em aproximadamente R$ 2,5 milhões, foram apreendidas por policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), de Jundiaí, em uma refinaria dentro de um condomínio de alto padrão na região do Jardim Tarumã, em Jundiaí. A invasão dos investigadores ao local, que dispunha de equipamentos sofisticados à disposição dos 'funcionários', aconteceu no final da tarde de quinta-feira (13) e a ocorrência se estendeu até a madrugada desta sexta-feira (14). Parte da droga, inclusive, foi encontrada em um carro usado por um traficante após perseguição que se encerrou na comunidade de Heliópolis, em São Paulo. De acordo com o delegado Marcel Fehr, a quantidade de drogas, a tecnologia dos equipamentos encontrados, a engrenagem da operação e, inclusive, o local usado para o refino, em uma casa de alto padrão, levam a crer que a atuação da quadrilha pode ser até mesmo em nível nacional. "É um esquema muito maior do que para uma distribuição no São Camilo (que fica próximo do local), Jundiaí ou mesmo na nossa região", disse ele, que completou. "Tanto é que o Mobile carregava drogas para São Paulo. Suspeitamos que esse entorpecente era transportado até mesmo para outros estados. Não há fracionamento da droga no esquema, eles trabalham com atacado e em grandes quantidades", salientou. Para se ter uma ideia do 'profissionalismo' da quadrilha, entre os objetos apreendidos estão prensas e um gerador elétrico, considerados 'tops de linha'. Os traficantes usavam até mesmo equipamentos de proteção individual, como protetores auriculares, por conta do barulho da prensas, e máscaras sofisticadas, para não inalarem os produtos químicos. Também foram encontradas balança de precisão, peneiras,  cronômetro, fitas adesivas e liquidificadores. No total foram apreendidos 236,6kg de cocaína, dividas em 53 sacos, 132 tijolos, um saco grande (com 24 kg) e 6 kg em pedaços. Também foram recolhidos 70 quilos de um pó branco, que seria usado para misturar à droga pura, 32 litros de éter, 14 litros de acetona e 2 litros de amônia. Investigação e 'bote' da PC Ao receberem informações de que neste condomínio uma residência estaria funcionando uma refinaria de cocaína, os investigadores passaram a fazer campanas nas imediações. Durante os trabalhos os agentes notaram movimentação suspeita de pessoas que deixavam o local de carro e paravam em outro imóvel, na rua Espírito Santo, no mesmo bairro. Foi justamente num desses momentos que a operação foi desencadeada na tarde de ontem. Enquanto vigiavam à distância, com viaturas descaracterizadas e fortemente armados, os policiais seguiram um veículo Mobi, vermelho, que saiu do condomínio e foi até a outra casa, na Espírito Santo. Já neste endereço eles visualizaram um carro Hyundai I 30 estacionando próximo da residência suspeita. O motorista desceu e fez a troca de carro, recebendo a chave do Mobi, embarcando e deixando o local. A forma repentina e em velocidade com que o motorista saiu com o carro despertou suspeita nos policiais civis. Parte da equipe, em uma das viaturas, perseguiu o criminoso até a comunidade de Heliópolis, onde ele abandonou o veículo e correu, se escondendo no bairro. Para tentar prendê-lo os agentes acionaram equipes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), que é um braço do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), da Polícia Civil, e também policiais militares. Apesar do cerco realizado, o traficante não foi encontrado. Em um fundo falso no painel do Mobile abandonado foram encontrados 40 tijolos da droga. Simultaneamente Enquanto parte da equipe perseguia o Mobile até a Capital, os policiais da outra viatura, que permaneceram na rua Espírito Santo, abordaram o motorista que havia entregado a chave para o comparsa. No interior do I 30, deixado no local, foram encontrados documentos pessoais do delinquente que havia fugido para São Paulo. Os policiais entraram na casa, que fazia parte da engrenagem criminosa e a perícia foi acionada. Após isso, utilizando o Hyundai I 30 e com o criminoso a bordo, os agentes foram até o condomínio e descobriram a refinaria. Não havia ninguém na casa, que tinha um Fiat Palio na garagem. Sendo assim o detido recebeu voz de prisão. "Diante desse cenário entendi estado flagrancial desse indivíduo e o enquadrei nos crimes de tráfico e associação ao tráfico. Tanto ele quanto o foragido, que já está identificado (o que foi até Heliópolis), não têm antecedentes criminais", disse Fehr. Fehr informou que seguirá com as investigações sobre esta quadrilha.

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