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Em Jundiaí, 38% dos homicídios de 2018 foram com armas de fogo

VINICIUS SCARTON | 26/01/2019 | 05:00

O recente levantamento da Polícia Militar aponta que 38% do total de homicídios registrados em Jundiaí no ano passado foram cometidos com armas de fogo. Conforme estatísticas da Secretaria de Segurança Pública, em 2018 ocorreram 11 casos de homicídio doloso na cidade. Já em 2017, foram 17 casos, o que corresponde a uma redução de 35%.

Presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg Japy-Jundiaí), que abrange o Vetor Oeste da cidade, Dirceu Cardoso avalia o cenário e descreve que não há como saber o que motivou cada caso. “Em meu entendimento, a polícia não consegue prevenir casos isolados e para cada um é importante verificar se há medidas e ações de prevenção socioeducativas ou de fiscalização policial”, diz.

Quanto aos números apontados pela Polícia Militar, Cardoso acredita que a sociedade como um todo precisa colaborar diretamente para que sejam reduzidos. “As ações socioeducativas são necessárias. É importante combater as drogas e é fundamental capacitar e apoiar o jovem na busca pelo primeiro emprego”, afirma.

Por sua vez, o coordenador do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança de Jundiaí, coronel da reserva e ex-comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar, Aloysio Queiroz, explica a definição de dois grupos de homicídio doloso, ou seja, aqueles praticados por criminosos e aqueles criminosos eventuais (pessoas que não têm a vida ligada ao crime), que cometem o homicídio normalmente por uma violenta emoção, conhecido como crimes passionais.

Segundo Queiroz, os tratamentos para esses crimes são distintos. “No primeiro caso, tanto a PM quanto a Polícia Civil realizam as ações atuando de maneira preventiva e repressiva, a fim de saber o que motiva cada crime, não somente sobre o uso da arma de fogo”, comenta.

Já com relação ao segundo grupo de homicídio doloso, Queiroz ressalta que a atuação da Polícia é mais restrita. “Ou seja, demanda ações de prevenção primária, que envolvem o campo social e educativo, desestimulando às pessoas quanto a prática do crime e até o uso da arma de fogo”, descreve.

Atuando na função de coordenador do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança de Jundiaí, Queiroz ressalta que pretende discutir e buscar soluções com as Polícias, Guarda Municipal e outros órgãos, a fim de trazer mais segurança e paz social. “A redução das estatísticas é um efeito e não causa”, complementa.

Arquivo JJ

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