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Em mais um ataque a motoristas, rapaz arremessa pedra em ônibus

geraldo dias netto | 26/06/2018 | 05:25

Ação da Guarda Municipal de Jundiaí deteve um auxiliar de expedição de 18 anos que quebrou com uma pedra o para-brisa de um ônibus do transporte público municipal. Foi uma “retaliação ao motorista”, afirmou o jovem, que não pagou a fiança de R$ 1 mil arbitrada pela delegada plantonista. Desde o começo do ano, agressões a motoristas se tornaram constantes. Ônibus depredados e evasão de passageiros também chamaram a atenção da administração pública, que se reuniu com forças policiais no dia 11 deste mês para traçar planos de combate a tais infrações. Na noite de domingo, atendimento rápido da ocorrência possibilitou a prisão do vândalo, que foi identificado como Nicolas Oliveira Rocini, morador na rua Constantino Scarabelini, no bairro do Engordadouro, em Jundiaí.

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Levado ao Plantão da Polícia Civil, ele confessou ter atirado a pedra, ficando apurado que, no momento do ataque, estava em companhia de duas outras pessoas que não foram identificadas. Sobre a motivação, o rapaz afirmou que se tratava de uma “retaliação por ações do motorista”. No entanto, não explicou que tipo de “ações” o levaram a danificar o para-brisa do ônibus usado no transporte público jundiaiense. “É mais um vândalo que não sabe viver em sociedade, que não se importa em prejudicar diversas pessoas que usam esse tipo de transporte diariamente para ir ao trabalho, ao médico. E o pior de tudo é que esse tipo de conduta se tornou frequente na cidade. Sei de diversos motoristas que foram agredidos de maneira covarde por chamar a atenção de vândalos que embarcam nos coletivos e começam a depredá-los”, desabafou um policial. Ao ser informada do ocorrido, a delegada plantonista Milena Fernandes Anhe decidiu autuar em flagrante o rapaz, arbitrando fiança em R$ 1 mil. O valor, segundo o boletim de ocorrência, não foi pago, permitindo a recolha do auxiliar no Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista para aguardar audiência de custódia, num prazo de até 24 horas.

DANOS
Durante a reunião do dia 11 passado, o gestor de mobilidade e transporte, Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro, comentou sobre o prejuízo causado aos cofres públicos apenas com a troca, por mês, de 200 torneiras danificadas por vândalos nos terminais. Segundo ele, até mesmo vasos sanitários são levados dos locais, que aparecem pichados, com frequência, no dia seguinte à manutenção da pintura. Já representantes das empresas de ônibus informaram sobre os gastos para reparo dos utilitários e a perda na arrecadação por conta da evasão de passageiros, principalmente em bairros e horários específicos da cidade. Um deles, Luis Genioli, da Viação Leme, chegou a propor a criação de uma lei municipal prevendo multa aos vândalos, lembrando da iniciativa que fez diminuir as pichações na cidade por conta das sanções aplicadas a pichadores, que podem ser condenados ao pagamento de milhares de reais quando pegos sujando patrimônios públicos. Também foram citadas na reunião as ameaças sofridas por motoristas que tentam impedir a depredação e evasão dos ônibus. Um profissional, conforme dito, chegou a ser ameaçado de morte por um jovem, que usou uma arma de fogo para intimidá-lo.

AÇÕES
Comandantes dos dois batalhões da Polícia Militar de Jundiaí, o 11º e 49º, estiveram na reunião, acompanhados de integrantes da GM e da Polícia Civil, representada pelo delegado Luís Carlos Branco Junior, da unidade especializada DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Eles discutiram possíveis ações a serem realizadas na cidade, ouvindo opiniões de representantes da administração, incluindo da Secretaria de Educação, além do Juizado de Menores. Foram citadas ainda quais linhas de ônibus devem receber uma atenção maior durante as ações, além de dias e horários considerados mais críticos, como o retorno de passageiros de bailes funks. A utilização de câmeras em ônibus, como já vem sendo feito, foi considerada benéfica pelos participantes da reunião, que se comprometeram a trabalhar em conjunto para combater o problema. Já a DIG deve concentrar os casos, analisando os dados conseguidos pelas outras instituições e tomando providências penais contra os infratores identificados.

Foto: Divulgação

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