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Estupros aumentam em Jundiaí; crianças são as principais vítimas

GERALDO DIAS NETTO | 26/04/2018 | 21:49

Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, referentes ao mês de março deste ano, revelam aumento no número de casos de estupros em Jundiaí em relação ao mesmo período de 2017. Pessoas com menos de 14 anos são as principais vítimas dos abusadores sexuais. Em todo o ano passado, apenas agosto e setembro tiveram número superior de registros de estupros contra vítimas com idade superior.

Maria Beatriz Curio de Carvalho orienta mães a conversar com as filhas

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Na comparação entre os meses de março de 2017 e deste ano, o aumento de casos foi de 700%, com um registro no ano passado e oito no mesmo período em 2018. Já em relação a fevereiro deste ano, a alta ficou em 166%, uma vez que três boletins de ocorrência foram anotados pela polícia no segundo mês do ano.

Ainda segundo as estatísticas da SSP, 2017 fechou com 60 registros de estupro, sendo 45 deles de vulnerável, ou seja, contra pessoas com menos de 14 anos. Na análise dos meses, janeiro teve a maior quantidade de casos (10), seguido por julho (8), maio (7), fevereiro e novembro (6 cada), abril, agosto e dezembro (5 cada), setembro e outubro (3 cada), e março e junho, com um registro cada.

Polícia
Considerada unidade especializada da Polícia Civil de combate a crimes contra mulheres, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí realizou, desde o começo do ano, inúmeras prisões por estupro, incluindo de abusadores infantis.

Anteontem, a unidade conseguiu prender um ajudante de motorista de 36 anos, acusado de estuprar a enteada, de 12, durante, pelo menos, dois anos. Portadora de deficiência mental, a menina já havia sido abusada pelo tio, que também foi preso recentemente pela DDM.

Delegada titular da especializada, Maria Beatriz Curio de Carvalho disse ter verificado nos últimos tempos aumento de estupros de vulneráveis cometidos por padrastos, avós e tios das crianças.

Ela orienta as mães a conversar com os filhos e observar qualquer aspecto sexual diferenciado da idade. “Perceber se há muita sexualidade na criança, notar os gestos, os comentários ou mesmo um cansaço excessivo, já que os abusos ocorrem geralmente à noite e, durante a manhã, a criança acaba não querendo ir à escola.”

Maria Beatriz comenta que tais mudanças de hábito são características de quem está sofrendo algum tipo de abuso e pede que a DDM seja procurada imediatamente em caso de suspeita. A unidade está localizada no número 3600 da avenida 9 de Julho. O telefone é o (11) 4521-7303.

Cuidado
Nove casos de estupro contra pessoas maiores de 14 anos foram registrados em Jundiaí entre janeiro e março deste ano, de acordo com a SSP. Em alguns deles, as vítimas foram surpreendidas por criminosos enquanto voltavam para casa, sempre sozinhas.

A delegada da DDM orienta para se evitar lugares ermos. “O estuprador se aproveita da vítima nesses locais”, diz ela. Segundo a policial, a mulher deve escolher um trajeto mais longo, evitando cortar caminho por lugares que não tenham movimento, como matagais, por exemplo.

“É recomendado ainda evitar caminhar sozinha à noite e não se distrair com o telefone celular em locais perigosos. Parar o carro para atender o celular num local que não tenha gente por perto é possibilitar que essa pessoa se torne uma presa fácil”, finalizou.


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