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Família denuncia descaso no IML

DA REDAÇÃO | 01/08/2019 | 08:35

A Polícia Civil de Jundiaí está investigando uma denúncia de descaso no Instituto Médico Legal (IML). Segundo uma família, as más condições do local chamam a atenção.

De acordo com um Boletim de Ocorrência registrado, um corpo que passava por procedimentos dentro do IML teria sofrido a ação de roedores. A família da vítima garante que tem vídeo e fotos que comprovam que o corpo estava bastante machucado antes de sair do IML para o velório.

O caso está sendo investigado pela equipe do 4º Distrito Policial, na Vila Progresso. “Os funcionários do plano funerário notaram que os lábios do meu irmão estavam deformados quando foram prepará-lo. Eles me alertaram quando cheguei para liberar o corpo. Passamos então a ver se havia mais indícios e notamos que outras partes do corpo estavam com o mesmo problema”, conta T.R.A., irmão da vítima.

Ao avaliarem todo o corpo notaram que, além dos lábios, havia sinais de deformação também no nariz, orelhas, mão esquerda, panturrilhas e coxa esquerda. “Nós tivemos que esconder a mão do meu irmão no caixão, porque estava muito feia”, relata.

“Nós já conversamos com nosso advogado e amanhã (hoje) daremos entrada com processo. Isso foi um descaso com a gente e não queremos que nenhuma outra família passe pelo que estamos passando.”

O delegado responsável pelo caso já confirmou a instalação de inquérito policial. “Agora vamos dar início às investigações, ouvindo o IML e as demais partes envolvidas. É tudo ainda muito recente”, comentou ele, que terá apoio dos investigadores Ezequiel, Rafael, Anderson e Júlio.

O caso, aliás, pode não ser o isolado, uma vez que, segundo policiais do 4º DP, uma segunda família procurou a delegacia há poucos dias para relatar presença de ratos no local (esse boletim ainda não foi elaborado).

O Serviço de Verificação de Óbito (SVO) informa que de forma imediata à constatação do problema acionou a empresa prestadora do serviço de controle de pragas e roedores para a tomada de providências. Cabe reiterar que o prédio conta com manutenção periódica e atende aos padrões recomendados para a prestação do serviço, além de passar por limpeza diária.

A última ação de combate às pragas foi em 4 de julho, com prazo de validade de 30 dias, portanto dentro da vigência. Além das medidas já feitas, o local receberá barreiras mecânicas nas portas, como forma de reforçar a proteção do ambiente. Diante do fato, o SVO lamenta o ocorrido e expressa solidariedade às famílias.

A Polícia Civil já instaurou inquérito para apurar o caso, registrado no 2º DP


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