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Idosa de 74 anos é detida ao lado da filha por vender cigarro contrabandeado

GERALDO DIAS NETTO - gnetto@jj.com.br | 08/03/2018 | 20:27

Policiais militares da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) do 11º Batalhão apreenderam em Cabreúva, ontem à tarde, grande quantidade de cigarros oriundos do Paraguai e de venda proibida no país. Mãe e filha, de 74 e 51 anos, foram presas em flagrante, acusadas de descaminho. De acordo com o capitão Augusto José Martinelli, um total de 8.750 maços foi encontrado em uma residência. Todo o material foi descoberto após um transeunte informar sobre uma possível invasão de um desconhecido no imóvel, cujo acesso foi permitido pelas moradoras, identificadas posteriormente como mãe e filha.

Segundo explicou o oficial da Polícia Militar, ambas já haviam sido detidas pelo mesmo crime e confessaram que faziam a venda dos cigarros desde 2002. Para tanto, adquiriam os maços em Sorocaba, por R$ 1,80 cada, e os vendiam por R$ 4,50 a carteira. Os cigarros estavam em um dos cômodos do imóvel, divididos em mais de 875 pacotes, e poderiam render às mulheres quase R$ 40 mil. Apesar de informar o município onde eram adquiridos, as duas não deram mais detalhes sobre a identidade do responsável por fornecer tais produtos contrabandeados do Paraguai. Ambas foram levadas à delegacia local pela equipe responsável pela ação (cabos Roseiro e Sampaio, e soldados Leandro, Assunção e Deocleciano) e autuadas em flagrante. “Sabemos que muitas vezes o contrabando pode estar ligado ao crime organizado. A Polícia Militar combate o crime em várias frentes, e essa ocorrência demonstra isso”, finalizou o capitão Martinelli.

Outra ação
Ainda nesta semana, em Jundiaí, um autônomo de 54 anos, morador na Vila Esperança, foi preso pela venda de cigarros do Paraguai. Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) fizeram a detenção após se passarem por compradores. Mais de mil maços de cigarros foram encontrados no imóvel, que está localizado na rua Guilherme Augusto Baad. O material estava armazenado embaixo da cama do morador, que foi autuado em flagrante por descaminho. Previsto pelo artigo 334 da Lei 13.008, de 2014, o crime de descaminho se configura pelo ato de “iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria”. Já a pena varia de um a quatro anos de reclusão.


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