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Idosa procura Polícia Civil para denunciar mães de santo

GERALDO DIAS NETTO | 13/07/2018 | 20:42

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí apura a denúncia feita por uma idosa de 66 anos, que acusa mãe e filha de lhe causar um prejuízo de R$ 10 mil. Um boletim de ocorrência de estelionato foi elaborado no Plantão da Polícia Civil e encaminhado à DIG, que tenta agora identificar as parentes a partir das informações repassadas pelo advogado da idosa para o registro do caso. Segundo a mulher, ela frequentou tempos atrás um terreiro de Umbanda e foi convencida por mãe e filha – mães de santo e responsáveis pelo local – a lhes emprestar dinheiro para reformar tanto a casa das parentes como o espaço religioso.

“A vítima, induzida a erro diante das promessas de benefícios espirituais ofertados pelas mães de santo, as acompanhou até uma loja das Casas Bahia, onde foram feitas compras de móveis e eletrodomésticos”, observou o policial responsável por registrar o boletim de ocorrência. De acordo com o documento policial, as compras foram parceladas em nome da idosa, mas o crediário seria pago por mãe e filha, conforme as três teriam combinado. “Ocorre que isso não ocorreu e a vítima passou a sofrer cobranças e também teve restrito seu crédito”, informa o BO. A idosa, ainda segundo o boletim, foi até o terreiro para conversar com as parentes e saiu de lá com a promessa de que não pagaria nada, já que “os espíritos iriam resolver tudo”.

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No entanto, tentou resolver ela mesma a situação e retornou à loja, tirando a segunda via dos carnês, que começou a pagar “dentro de suas possibilidades financeiras”, priorizando as parcelas em atraso. Para honrar os pagamentos, fez um empréstimo, mas acabou acumulando outra dívida, o que fez com que não conseguisse pagar nenhuma delas, que totalizariam R$ 10 mil. Por conta disso, resolveu procurar um advogado e também a polícia, afirmando ter sido enganada e pretender que mãe e filha sejam responsabilizadas “pelos seus atos e pelo transtorno que causaram”. A mulher garantiu ser uma “pessoa simples, semianalfabeta”, que frequentou o terreiro “em busca de auxílio espiritual.”

De acordo com o investigador-chefe da DIG, Almir de Oliveira, o caso foi encaminhado para a equipe Apolo 3 (Gigio e Júlio), que irá apurá-lo por meio de um inquérito policial instaurado pelo delegado Luís Carlos Duarte, titular da unidade. Já a equipe informou que conseguiu os nomes de mãe e filha e o endereço de um comércio que ambas teriam na região da Vila Arens.

Novo prédio da DIG em Jundiaí. Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí

Novo prédio da DIG em Jundiaí. Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí


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