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Informações falsas dificultam as investigações sobre desaparecimento de Cadu

Fábio Estevam | 15/01/2020 | 08:00

Informações falsas e anônimas sobre o paradeiro de Carlos Eduardo dos Santos, de 20 anos, chegam a todo instante até os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí. De acordo com o delegado-titular, Josias Guimarães, as denúncias acabam prejudicando as investigações.

“Toda denúncia precisa ser checada, pois não sabemos o que é ou não verdade”, disse ele. “Hoje (ontem), por exemplo, chegou a informação de que havia sido encontrado no bairro Campo Largo, em Jarinu, o corpo de um homem sem cabeça. Nós tivemos que averiguar, porém era boato”, lamenta o delegado.

De acordo com Guimarães. o depoimento de testemunhas que alegam ter presenciado o jovem sendo levado por policiais militares na viatura, após a abordagem na tarde do dia 27, em frente a um ponto de venda de drogas no Jardim São Camilo, seria a melhor de ajuda para a investigações. “Não adianta falar para a imprensa. Eu não posso constar em inquérito o depoimento de testemunhas falando para a mídia. A Justiça não aceita. Precisa ser algo oficial”, contou.

E completa. “E as pessoas podem ficar absolutamente tranquilas. O depoimento é sigiloso, o nome das pessoas ouvidas são apenas conhecidas pelo juiz. Os advogados dos PMs, por exemplo, ou de quem quer que seja o autor do desaparecimento do Cadu (como ele é conhecido) não têm acesso aos nomes dos depoentes. Espero que essas mesmas pessoas que falam com a imprensa, também nos procure porque nós tentamos ouvi-las no bairro, mas todos parecem temer represálias ”, explicou

Cães
Cães farejadores da PM (Polícia Militar) e pelo menos duas viaturas do Choque, da PM, em trabalho da Corregedoria, estiveram em uma área de mata em Jarinu na última segunda-feira (13). Os animais indicaram, pelo cheiro das roupas, que Cadu teria passado pelo local. A Corregedoria tem levado os animais para farejar em todos os locais por onde a viatura usada naquele dia passou, segundo informações do GPS.

As informações também já foram requisitadas pela DIG, mas ainda não foram fornecidas. O delegado também irá requisitar na Justiça o conteúdo dos depoimentos dos três policiais militares suspeitos do sumiço. “E depois de todas as oitivas, vamos ouví-los também”, comentou o delegado.

Os PMs negam as acusações e o Ministério Público acompanha o caso.


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