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Irmão de mulher morta a facadas diz que morte do assassino não faz justiça

Fábio Estevam | 20/02/2020 | 18:33

Everaldo Pires da Silva, de 49 anos, irmão de Adriana Aparecida da Silva, de 42, morta por esfaqueamento na tarde de quarta-feira (19), na Vila Progresso, disse que o linchamento seguido de morte do homem que matou sua irmã, não lhe traz conforto. Em conversa com o Jornal de Jundiaí poucas horas após o crime, ainda na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), ele disse: “a gente que tem Jesus no coração jamais quer isso”.

A postagem da matéria do crime, feita pelo Jornal de Jundiaí em sua fanpage, rendeu centenas de comentários de internautas do tipo: “justiça foi feita”, “aqui se faz, aqui se paga” e “ele teve o que mereceu”.

Para Everaldo, apesar de o assassino de sua irmã, Clayton Ribeiro, estar morto, a forma como isso aconteceu não lhe traz conforto. “Nem sei dizer se isso é certo (o linchamento). Nós temos Jesus no coração não queremos que nada disso ocorra, nem a forma como minha irmã foi morta, e nem como ele morreu”, disse ele, que é católico. “Nessa hora, para ser sincero, não tem nada que nos traga conforto”.

Investigação

Até a noite de quarta-feira não se sabia, ainda, para qual delegacia o caso do linchamento seria encaminhado para ser investigado. Ontem, porém, foi confirmado que correrá pela DDM, a mesma que registrou o feminicídio.

Pelo menos duas testemunhas, qualificadas pelos guardas Freire e Da Silva (que apresentaram a ocorrência), poderão ser ouvidas pelo setor de investigação da especializada.

Saiba como foi o crime acessando o link:

Mulher é morta a facadas e assassino é linchado e morto em Jundiaí


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