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Jundiaí já investiga a venda de drogas pelas redes sociais; prática vem crescendo na cidade

COLABORAÇÃO DE FELIPE CARDOSO | 13/02/2019 | 05:04

A Polícia Federal deflagrou ontem (12) a Operação Dealer, que tem o objetivo de desarticular organizações criminosas de tráfico de drogas que vêm agindo via redes sociais. Foram cumpridos dez mandatos de prisão temporária e dez mandatos de busca e apreensão em diversos estados e cidades, como São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Sergipe e Paraná.

As cidades paulistas que tiveram os mandados expedidos, a pedido da PF, pela 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, foram Bauru, Casa Branca, Indaiatuba, Osvaldo Cruz e Birigui. Nos outros estados as diligências ocorreram em Florianópolis, Curitiba, Divinópolis (MG) e Aracaju.

Em Jundiaí, segundo o titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), Antonio Seleguim Junior, esse tipo de tráfico está crescendo e vem sendo monitorado pelo órgão. “Atualmente temos investigações em andamento neste sentido. A polícia não deve revelar os métodos de investigação para os crimes dessa natureza, até porque a dinâmica da atual tecnologia vem nos ajudando bastante para conseguirmos a identificação dos autores”, diz.

Seleguim também reforça que este é um trabalho que requer cautela e explica algumas das dificuldades desse tipo de caso. “Já tivemos algumas investigações relacionadas com o tráfico de drogas pelas redes sociais (WhatsApp e Facebook), sendo que pelo Facebook existe uma abrangência maior, enquanto que pelo WhatsApp os grupos são mais fechados e controlados, utilizado, inclusive, para negociações entre os próprios traficantes”, destacou o delegado.

No ano passado, a Dise de Jundiaí foi a responsável pela captura de dois homens que plantavam e vendiam drogas numa chácara na cidade de Jarinu, interior de São Paulo. As negociações dos traficantes eram feitas por meio de redes sociais, como Whatsapp e Instagram. A Dise monitorou as ações dos dois criminosos por seis meses antes da apreensão em flagrante.

O delegado da Dise de Jundiaí faz um alerta sobre este tipo de tráfico. “Cabe ressaltar que o tráfico de drogas vem aumentando entre os usuários que se utilizam das redes sociais, e o monitoramento da Dise também”, reforça.  As pessoas que forem presas cometendo este tipo de crimes serão indiciadas pela prática de crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas, com pena de 3 anos a 15 anos de prisão e multa.

As investigações da Polícia Federal nos estados e cidades citados anteriormente tiveram início em 2018, após a área de inteligência da PF identificar um grupo que atuava comercializando drogas virtualmente.
Segundo as investigações, a quadrilha possuía membros trabalhando em distintas funções e sujeita ao comando de um líder. O grupo utilizada as redes sociais para venda de drogas como maconha, MDMA e LSD.

Foto: Folhapress

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