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Jundiaiense é alvo de operação internacional contra pedofilia

Fábio Estevam e Folhapress | 18/02/2020 | 18:43

Um morador do bairro Caxambu, em Jundiaí, foi alvo da 6ª fase da Operação Luz na Infância deflagrada na manhã desta terça-feira (18) em 12 estados e mais quatro países: Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Panamá. A investigação visa identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. Na casa do jundiaiense foi cumprido um mandado de busca e apreensão, em ação realizada por investigadores da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Segundo a delegada Milena Fernandes Gallardo Anhe, foram colhidos todo e qualquer material que pudesse conter indícios de armazenamento de conteúdo sexual com crianças e adolescentes. Ela não mencionou o que foi apreendido. “Cumprimos o que estava no mandado de busca e encaminhado pelo juiz. Mas como não sabemos ao certo se essa investigação é em parte sigilosa, não podemos divulgar o que foi recolhido”, salientou ela.

A reportagem apurou que, assim como em outros mandados de busca foram apreendidos computadores, DVDs, pen drives e outras mídias, além de aparelho de telefone celular.

A OPERAÇÃO

Durante o dia foram realizadas 38 prisões, 94 mandados de busca, com a presença de 579 agentes em 12 estados. Outros 18 mandados estão sendo cumpridos na Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Panamá.
No Brasil, 14 prisões em flagrante foram feitas em São Paulo; nove em Santa Catarina; seis no Paraná; quatro em Mato Grosso do Sul; duas no Ceará e uma em cada um dos estados de Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul.

De acordo com o coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, Alessandro Barreto, o perfil dos criminosos abrange pessoas acima de qualquer suspeita, das mais diversas classes sociais e com idade que variam entre 17 e mais de 80 anos.

Segundo ele, é muito comum a ocorrência de pessoas reincidentes nessa prática criminosa. “Um dos presos de hoje já tinha, inclusive, mandado de prisão por abuso e exploração sexual”. Ele disse também ser comum encontrar pessoas que produzem esse tipo de conteúdo. “Em todas as fases da Operação Luz da Infância conseguimos prender abusadores e produtores. Nessa fase não será diferente. Certamente terá produtores e, nesse caso, a pena é ainda mais severa”, informou.

Barreto fez um apelo para que a população use os canais de denúncia para relatar casos suspeitos desse tipo de prática criminosa. “As denúncias são muito importantes para as investigações ficarem mais robustas”, argumentou.

A população pode procurar a delegacia de polícia mais próxima ou ligar para o Disque 100, que recebe denúncias anônimas sobre violações de direitos humanos. A ligação é gratuita e o serviço está disponível 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

DENÚNCIAS
Barreto também destacou a importância de os pais estarem sempre atentos ao que os filhos consomem na internet. “É muito comum aos pais instruírem seus filhos a não falarem com estranhos na rua. No entanto, esquecem de fazer o mesmo com relação à internet, que é um ambiente onde criminosos se fazem passar por crianças e acabam captando informações e dados”, explica o investigador.
Para evitar problemas desse tipo, ele sugere que os pais estabeleçam o controle parental tanto na internet como nos aplicativos de mensagens, redes sociais e jogos online utilizados pelas crianças e adolescentes.

 


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