Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Motorista de aplicativo suspeito de estupro em Jundiaí está foragido

Fábio Estevam | 18/01/2020 | 15:37

O motorista de aplicativo suspeito de estuprar uma cliente de 18 anos no dia 11 deste mês no bairro Nova Cidade Jardim, em Jundiaí, não foi encontrado durante diligências feitas na manhã deste sábado (18) por policiais da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e já é considerado foragido. Há contra ele um mandado de prisão temporária expedido pela justiça.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão os policiais não encontraram a arma supostamente usada por ele durante o estupro, segundo denunciou a vitima, assim como também não o encontraram.

Em uma das três residências alvos da operação a delegada Renata Yumi Ono fez contato com a esposa do suspeito, que alegou inocência do marido e disse que estava com ele no dia e horário do estupro apontado pela vítima.
“Nós quisemos durante as investigações ouvir o suspeito, que não compareceu. Nós o aguardamos mais uma vez para que ele dê sua versão”, disse Renata. “Existem possíveis contradições e temos que ouvi-lo para correta apuração dos fatos”.

As diligências para o cumprimento dos mandados contaram com apoio de guardas municipais: as equipes de Canil, Odirley, M. Silva e Madeira (com a k-9 Pantera); Doná e Tafarello, com o k-9 Jacob; e Apoio Tático com os GMs Marassato, Furlan e Juliana.

A acusação
A jovem procurou a DDM no dia 13 para denunciar um estupro dois dias antes, que teria sido cometido pelo motorista de aplicativo. De acordo com ela, ele a abordou próximo de sua casa e, sob ameaça de arma de fogo, ordenou que ela entrasse no carro.

Depois de dirigir por alguns metros, teria estacionado em frente a um terreno baldio, onde a estuprou dentro do carro.

Depois teria a deixado no local e ela pediu ajuda, sendo socorrida ao Hospital Universitário.

Histórico
A vítima revelou à polícia que no dia 22 de dezembro de 2019 solicitou uma viagem pelo aplicativo, de sua casa até seu local de trabalho, sendo atendida pelo agressor em um carro diferente do usado no crime. Por divergência no pagamento no valor de R$ 15,30, já que o motorista não possuía máquina de cartão de crédito/débito e a vítima não dispunha de referido valor em espécie, o motorista a ameaçou dizendo: “Ou você paga de um jeito ou paga de outro”.

A partir de então o acusado passou a rondar a casa da vítima sob alegação de tal dívida e, inclusive, em uma oportunidade invadiu a residência dela alegando que queria receber. Vizinhos chegaram a oferecer o pagamento para que ele fosse embora, mas o motorista se recusou a receber alegando que queria que ela fizesse o pagamento. Esses vizinhos, que também presenciaram várias ameaças – inclusive uma repetição de que ela teria de pagar de um jeito ou e outro -, testemunharam durante as investigações.

Noutra ocasião, quando abordada por ele na porta de sua casa, ela lhe deu R$ 25 para pagar a dívida, acreditando ter ficado livre do perseguidor.

“Todos estes fatos anteriores foram registrados também em Boletim de Ocorrência feito por ela no 4º DP. Além disso, há registros dos acionamentos realizados via o número 190 da Polícia Militar”, comentou a delegada.

Acusado exposto
A vítima informou aos policiais que o estupro chocou amigos de trabalho que, indignados, passaram a compartilhar a fotografia do acusado nas redes sociais. Foi então que esses colegas começaram a ser ameaçados por familiares do agressor.

A vítima e sua companheira também foram ainda mais intimidadas, pela mãe e familiares do dele, fazendo com que elas se mudassem de residência para se esconderem.

Sem colaboração
A delegada comentou que, durante as investigações, a empresa do aplicativo se negou a ajudar. “Até o presente momento não houve colaboração da empresa. Nós tivemos que fazer a identificação sem a ajuda deles e ele foi prontamente reconhecido pela vítima por foto”.

Intimado
Sem conseguir localizá-lo, no mesmo dia 13 os investigadores entregaram à mãe do acusado uma intimação para que ele comparecesse na DDM no dia seguinte para prestar esclarecimentos, podendo inclusive estar com seu advogado. No mesmo dia, porém, um advogado – que disse estar representando o motorista -, foi até a DDM e ficou informado de todas as acusações. Ele, que se comprometeu a comparecer com seu cliente em data e horário agendados, não cumpriu. “Ele não compareceu e tampouco justificou sua ausência ou agendou nova data para dar sua versão”, disse a Renata Ono.

Diante dos fatos a delegada pediu à Justiça a prisão temporária (por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30), bem como requereu ainda mandados de busca e apreensão em seus endereços residenciais para localizar a arma de fogo utilizada no crime, cumpridos nesta manhã.

 


Leia mais sobre | |
Fábio Estevam
Link original: https://www.jj.com.br/policia/motorista-de-aplicativo-suspeito-de-estupro-em-jundiai-esta-foragido/
Desenvolvido por CIJUN