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Mulher assassinada com seis tiros é identificada pela família

GERALDO DIAS NETTO - gnetto@jj.com.br | 23/03/2018 | 18:21

Foi identificada a mulher encontrada morta com pelo menos seis tiros no rosto em uma área de mata de Campo Limpo Paulista, na divisa com Francisco Morato, no último dia 20. Familiares procuraram a polícia, informando que se tratava de uma moradora de São Paulo, mãe de dois filhos. No dia do encontro do cadáver, cápsulas de calibre 9 milímetros foram localizadas e apreendidas por peritos do Instituto de Criminalística. Nenhum documento, por outro lado, foi encontrado, o que dificultou, a princípio, o trabalho policial para identificar a mulher. Na manhã desta sexta-feira (23), dois irmãos da vítima estiveram na sede da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, no bairro do Anhangabaú, para conversar com policiais da equipe Apolo 3 (Julio e Gigio), responsável pelo caso. Contaram que foram informados sobre o encontro do cadáver de uma mulher com tatuagens semelhantes às da parente, incluindo uma no pescoço com o nome “Ederson”, outra na mão, com a inscrição “Diadoro”, e uma terceira, um desenho de uma flor, na perna esquerda. Os detalhes eram semelhantes aos notados pelos policiais na cena do encontro, sendo a identificação confirmada após encaminhamento dos parentes ao Instituto Médico Legal (IML), onde o corpo permanecia aguardando reconhecimento.

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Vítima
Conforme afirmaram os parentes, trata-se de Elaine Francisca da Silva, uma empregada de 48 anos, moradora na rua da Olaria, 187, no Jardim Jaqueline, zona oeste da capital paulista. Natural de Passos, em Minas Gerais, era casada e morava com os dois filhos, comentaram, sem explicar se a parente tinha inimigos. Um antecedente criminal por estelionato no estado de origem, contudo, foi descoberto pela Apolo 3, que trabalha agora para identificar os responsáveis pela execução da paulistana.

Outro corpo
Também no dia 20 passado, outro cadáver foi encontrado, desta vez em um terreno na rua Tenente José Palermo, no Jardim Tamoio, frequentado por usuários de drogas. Tratava-se de um homem, também sem identificação, que foi reconhecido horas depois durante apuração de policiais do 3º DP, localizado na Ponte São João. Um boletim de desaparecimento registrado na unidade quatro dias antes ajudou o setor de inteligência a chegar à identificação do homem, que tinha 45 anos e foi reconhecido por familiares como Expedido Bento Ferreira. A princípio, nenhum sinal de violência externa foi encontrado no cadáver, que foi levado ao IML para passar por autópsia. De acordo com o 3º DP, nenhuma hipótese foi descartada, incluindo a de assassinato. Segundo os familiares, Ferreira era usuário de entorpecentes.

Números
Segundo dados estatísticos da Secretaria de Segurança Pública (SSP), um assassinato foi praticado em Campo Limpo Paulista em janeiro deste ano – a pasta deve divulgar na próxima semana os números referentes a fevereiro passado. Já no mesmo período de 2017, nenhum caso foi anotado pela polícia, tendo aquele ano fechando com cinco homicídios dolosos (com intenção). Jundiaí, por sua vez, fechou o ano passado com 17 assassinatos, sendo dois em janeiro, contra um caso no primeiro mês deste ano.


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