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Mulher é morta a facadas e assassino é linchado e morto em Jundiaí

Fábio Estevam | 19/02/2020 | 15:01

Uma mulher de 42 anos foi morta a facadas no início da tarde desta quarta-feira (19) na Vila Progresso, em Jundiaí. Ela estava na via com sua moto quando um homem a interceptou e passou a golpeá-la. A vítima morreu no local. O agressor foi linchado pela população e amarrado com uma corda até a chegada da Guarda Municipal. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital São Vicente, mas deu entrada com parada cardiorrespiratória e também foi a óbito. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) mas, até o fechamento desta edição, não se sabia ainda se os autores do linchamento seriam investigados pela DDM, pelo 4º DP ou pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Após a mulher ser esfaqueada, populares acionaram o Samu que, imediatamente comunicou a GM. Os guardas Freire e Da Silva chegaram ao local. “Quando chegamos o agressor estava amarrado com as cordas e em choque. Havia muita gente em torno dele também”, disse Freire.

Por esse um dos motivos os GMs solicitaram reforço e em pouco tempo outras viaturas estavam no local, além de policiais do 4º DP e, posteriormente, agentes da DDM. A vítima foi identificada como Adriana Aparecida da Silva, de 42 anos. O agressor foi identificado posteriormente como sendo Clayton Ribeiro, de 41.

Assim que soube da morte da irmã, Everaldo Pires da Silva, de 49 anos, foi até a DDM para ser ouvido pela delegada Milena Fernandes Gallardo Anhe e conversou também com a equipe de reportagem do JJ. Ele disse que a irmã trabalhava em uma loja de celulares e seu algoz trabalhava em uma borracharia perto do local. “Eles se conheciam pouco. Ela chegou a comentar algumas vezes que esse rapaz vinha lhe assediando, querendo sair com ela, mas que ela sempre dizia a ele que não queria. Ela nunca fez qualquer reclamação mais grave, de algo que ele tenha feito anteriormente, por isso a surpresa para nós”, relatou Silva.

Segundo amigos, ela havia sido assediada por ele em frente ao local de trabalho dela pouco tempo antes de ser morta. Adriana era solteira, não tinha filhos, e morava com a mãe, de 72 anos. Ela tinha outros 10 irmãos. “Nós nos reuníamos em família sempre. Eu sempre fui o mais bagunceiro, o mais arteiro, e ela sempre me seguida nas bagunças, era minha parceira. Isso não vai acontecer mais”, lamenta.

O AGRESSOR
Os familiares do agressor também foram comunicados do falecimento dele, mas até o final da tarde ainda não haviam estado no Hospital São Vicente para fazer o reconhecimento do corpo, já que ele havia entrado como “indigente”. Segundo informações, os pais dele haviam ido à polícia para prestar queixa contra o filho por agressões sofridas, pouco antes de ele ter matado a auxiliar de informática. Pesava contra ele uma passagem criminal por agressão.


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