Polícia

Parentes e funcionários de banco roubado em Várzea também serão investigados

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Crédito: Reprodução/Internet
Policiais civis de Várzea Paulista e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo atuam conjuntamente para tentar prender a quadrilha que roubou cerca de R$ 1 milhão durante assalto a uma agência do Banco do Brasil, na região central de Várzea, na manhã desta quinta-feira (6). Os agentes estão cruzando informações sobre a forma de atuação usada pelo bando, com o modus operandi utilizado por quadrilhas da capital e também do interior, e que já são investigadas pela especializada. De acordo com o delegado de Várzea, Ruiter Martins, existem várias frentes de investigação e, neste primeiro momento, até mesmo os funcionários serão investigados. “Em muitos dos crimes já elucidados pelo Deic, pelo que conversamos, houve a constatação de participação de funcionários ou de seus familiares. E isso de fato acontece muito, mas é leviano dizer que isso ocorreu, trata-se apenas de mais uma situação que será investigada”, comentou o delegado. Martins considerou a ação dos criminosos como “um trabalho de profissionais” e informou que não acredita que sejam da região. “Eles foram muito calmos e objetivos. Não temos esse tipo de quadrilha por aqui, o que não quer dizer que não tenhamos integrantes que sejam moradores na região, mas tudo está sendo muito bem investigado, inclusive foram coletadas impressões digitais e outras informações que vão nos auxiliar”, relata. O caso Ainda bem cedo, entre oito e 10 ladrões armados renderam o vigia e posteriormente uma gerente e os mantiveram reféns dentro da agência. Na medida em que os demais funcionários iam chegando, eram abordados e ameaçados para que não reagissem. “Temos a informação de que eles mostravam a fotos dos parantes dessas pessoas, possivelmente retiradas de perfis nas redes sociais, para intimidá-los ainda mais. Apesar de armados, não usavam armas de grosso calibre e não foram violentos”, disse Ruiter. Com pelo menos 12 funcionários já rendidos, deram sequência ao pegar o dinheiro, que estava em malotes e sendo colocado no cofre. “Pelo que apuramos, não é comum ter essa quantia na agência, mas como se tratava de um dia de pagamento, esse montante estava sendo manipulado na agência”, ressaltou. Sem disparar um tiro sequer os bandidos deixaram o banco em ao menos dois carros, sendo que um deles foi abandonado e incendiado na região do Caxambu. Os policiais militares Cleon e Arilando, do 49º Batalhão, patrulhavam pelas imediações quando foram informados por uma moradora local sobre dois homens ateando fogo em um carro. No veículo havia uma CPU, possivelmente com as imagens de monitoramento da agência, e que foi levado pelos bandidos. "E nós levantamos e conseguimos identificar que o carro era produto de furto, há alguns dias, na avenida Antônio Pincinato, em Jundiaí", disse o soldado Cleon. "Acionamos os Bombeiros e inclusive ajudamos a impedir que houvesse uma queimada na mata à margens da estrada".

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