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Polícia Civil apura causa da morte de homem encontrado em córrego de Várzea

GERALDO DIAS NETTO | 08/10/2018 | 21:07

A Polícia Civil de Várzea Paulista aguarda laudo para identificar a causa da morte de um homem de 37 anos, encontrado em um córrego na rua São Vicente, no Jardim Paulista, na manhã do último dia 6. Henrique Cavalcante Gabriel morava na rua Itapevi, no Jardim América 2, e tinha um ferimento na parte de trás da cabeça. Segundo relato de familiares à polícia, funcionários do Instituto Médico Legal (IML) informaram que ele morreu por afogamento, verificação não comunicada oficialmente pelo órgão à delegacia local.

No registro do boletim de ocorrência, também foi constado que ele teria participado de uma discussão. A hipótese justificaria o ferimento na cabeça, apesar de nenhum objeto com marcas de sangue ter sido encontrado no local por peritos do Instituto de Criminalística (IC). De acordo com o delegado Marcel Fehr, responsável pelas investigações, caso o autor do fato seja identificado até esta terça-feira (9), ele não poderá ser preso, já que, por conta das eleições, nenhuma pessoa pode ser detida, salvo em flagrante delito, durante os cinco dias que antecedem o pleito e 48 horas depois dele.

O policial também informou ser possível que o autor não tenha desejado o resultado morte, razão pela qual não responderia por assassinato, que tem pena de até 20 anos de reclusão, mas sim por lesão corporal com resultado morte, cuja pena inicial é de quatro anos.

Neste caso, explicou o delegado, será necessário análise do laudo encaminhado pelo IML para comprovar se o afogamento, caso tenha sido o motivo da morte, ocorreu em razão de a vítima não ter conseguido sair das águas por conta própria após ser golpeada ou então se teve a cabeça colocada e mantida nas águas pelo assassino.  Gabriel, disseram familiares em depoimento, era usuário de drogas e de álcool. Era natural de Jundiaí e já registrava antecedentes criminais.

Jarinu
A Polícia Civil de Jarinu ainda não identificou o assassino da jovem Tainara de Oliveira Abreu, de 27 anos, moradora na rua Antonio Ceolim, no bairro São Francisco, em Itatiba. Tainara foi encontrada em um córrego na Estrada Juvenal de Souza, no bairro Bom Retiro, e tinha um ferimento na nuca, além do nariz fraturado. Vestia uma calça jeans e blusa preta, e estava com o “abdome elevado”, o que levou peritos a acreditar que pudesse estar grávida antes de ser morta.

Foi a segunda vítima de assassinato em Jarinu entre os meses de janeiro e agosto, sendo a primeira um pedreiro de 44 anos, executado com diversos disparos na cabeça de espingarda calibre 12 em um bar no mesmo bairro, no dia 19 de junho. Laércio de Paula Gregório, como foi identificado o baleado, morava no Jardim Maracanã, em Atibaia, e morreu na hora. Segundo relatou o proprietário do estabelecimento, era “uma pessoa tranquila, que nunca se envolveu em conflitos ou discussões no bar, estando no local anteriormente por diversas vezes com seu filho menor”.

No momento do ataque, pelo menos seis pessoas estavam no comércio, incluindo a vítima e crianças. Já o atirador chegou em um veículo de cor escura, cujo modelo não foi percebido, e fugiu em alta velocidade após efetuar os disparos com a espingarda de grosso calibre. Além da Civil local, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí (Gigio e Júlio) trabalham no caso, explicou o investigador-chefe Almir de Oliveira, da equipe do delegado Luís Carlos Duarte.

Foto: divulgação

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