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Polícia Civil cumpre mandado e prende mulher por homicídio

Geraldo Dias Netto . gnetto@jj.com.br | 30/12/2017 | 10:49

[vc_row][vc_column][vc_column_text]A Polícia Civil de Jarinu, com apoio da Guarda Municipal, cumpriu, hoje (29), mandado de prisão contra a mulher de 44 anos, acusada de matar a namorada, Janaína da Silva, 25, em um lavacar onde a moça trabalhava, na região central do município. O crime ocorreu no último dia 26, à tarde, período em que o corpo foi encontrado com diversos ferimentos provocados por faca.

Patrícia Pereira Rodrigues se entregou na última quarta-feira, à noite, à Polícia Civil de Campinas. Em depoimento, confessou ter matado a companheira, mas alegou legítima defesa. Como não estava com a prisão decretada, foi liberada e, ontem, foi custodiada na Cadeia Feminina de Itupeva.

De acordo com o investigador-chefe Luis Roberto Gomes, o Luisão, que cumpriu a ordem judicial com apoio do agente Cardoso, da GM de Jarinu, Patrícia estava bastante abatida e foi levada à delegacia sem nenhum incidente. Ela ouviu seus direitos e foi informada do tempo em que permaneceria detida: 30 dias, conforme decisão do juízo que apreciou o pedido de prisão requerido pelo delegado Osmany Pinheiro Machado Junior, titular de Jarinu.

O cadáver foi achado no chão do escritório do lavacar, ao lado de duas facas de cozinha com as lâminas tortas e marcas de sangue, além de chumaços de cabelo. Três ferimentos produzidos pelos objetos cortantes foram percebidos pela polícia no pescoço, além de dois cortes nas costas e um na mão de direita.
O crime foi registrado por câmeras de segurança e Patrícia passou a ser procurada. Na noite de quarta-feira, ela se apresentou no 9º DP de Campinas e foi levada para ser ouvida na 2ª Seccional do município, onde confessou o crime, alegando legítima defesa.

Segundo Patrícia, ela e Janaína mantinham um relacionamento homoafetivo havia seis anos e moravam na mesma casa. Cerca de dois meses antes, garantiu que Janaína deixou de tomar um remédio controlado, já que sofria de esquizofrenia, e isso a fez ficar um pouco agressiva.

No dia 25, véspera do crime, tiveram uma discussão grave, que resultou em mútuas agressões. Janaína, então, decidiu pôr um fim no relacionamento e saiu de casa, levando alguns de seus pertences.

Ainda de acordo com Patrícia, no dia seguinte, pela manhã, foi até o trabalho da Janaína, a pedido da própria ex-companheira, e ali conversaram sobre o aluguel e os móveis da residência, que ficaram para ser vendidos pela depoente. Foi o que ela fez, recebendo R$ 200 de um homem, de um total de R$ 700.

No horário do almoço de Janaína, Patrícia disse que voltou ao lavacar, pois estava preocupada se a ex-companheira iria comer alguma coisa. Por já ter sido orientada a não ficar no local, pois o dono do estabelecimento não a queria ali, esperou que ele e outros funcionários saíssem para que entrasse.

Houve, segundo ela, nova discussão com Janaína e agressões. Disse que a companheira a agarrou pelo pescoço e tentou furar seu olho, o que fez com que revidasse e esfaqueasse a funcionária do lavacar nas costas. Apesar disso, Janaína não a soltou e, por isso, deu outro golpe, desta vez na região do pescoço. Com Janaína no chão, deu outro golpe em seu peito, pois estava muito alterada, continuou a depoente.

Patrícia declarou que foi ao lavacar com as duas facas, que trouxe de casa, pois tinha a intenção de se defender de eventual investida de Janaína ou de terceiros. Após o crime, como tinha os R$ 200 da venda dos móveis, foi de táxi até Campo Limpo Paulista, onde dormiu na rua, e depois pegou um trem para Várzea Paulista, indo novamente de táxi até Campinas, para a casa de sua filha.

Ali, foi orientada pela parente a se apresentar à polícia, o que fez espontaneamente à delegacia mais próxima de onde estava.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]


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