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Polícia Civil e DIG vão investigar assassinato com arma calibre 12 em bar de Jarinu

GERALDO DIAS NETTO | 20/06/2018 | 20:45

Um pedreiro de 44 anos foi executado na noite de terça-feira (19), em Jarinu, com diversos disparos na cabeça de espingarda calibre 12. Ele estava em um bar no bairro Bom Retiro, quando foi surpreendido pelo atirador, que fugiu sem ser identificado. Foi o primeiro assassinato do ano em Jarinu e o sexto na Região em pouco mais de uma semana. Laércio de Paula Gregório morava no Jardim Maracanã, em Atibaia, e morreu na hora. Segundo relatou o proprietário do estabelecimento, era “uma pessoa tranquila, que nunca se envolveu em conflitos ou discussões no bar, estando no local anteriormente por diversas vezes com seu filho menor”.

No momento do ataque, pelo menos seis pessoas estavam no comércio, incluindo a vítima e crianças. Já o atirador chegou em um veículo de cor escura, cujo modelo não foi percebido, e fugiu em alta velocidade após efetuar os disparos com a espingarda de grosso calibre. De acordo com Luis Roberto Gomes, o Luisão, investigador-chefe da Polícia Civil de Jarinu, o dono do bar chegou a comentar que achava se tratar de um assalto quando percebeu a chegada do executor armado. Por conta disso, abaixou-se atrás do balcão e ouviu cinco disparos, encontrando Laércio no chão, mortalmente ferido, após o assassino fugir.

Disse ainda que não pôde perceber as características físicas do criminoso nem ouviu “uma só palavra” dele ou da vítima. Além da Civil local, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí (Gigio, Júlio, Tafarello e Samuel) foram acionados e irão ajudar na apuração do caso, explicou o investigador-chefe Almir de Oliveira, da equipe do delegado Luís Carlos Duarte.

VIOLÊNCIA
No final de semana retrasado, dois irmãos já haviam sido atacados a tiros em um bar no Jardim América 3, em Várzea Paulista. Um deles não resistiu ao ser baleado na cabeça e o outro precisou ser transferido a um hospital de Jundiaí, onde permaneceu internado com disparos alojados no olho esquerdo e na nuca. Em Jundiaí, no mesmo fim de semana, outros dois irmãos foram alvos de disparos que causaram a morte de ambos. Mais uma vez, a execução ocorreu dentro de um bar, cujo dono confessou ter dado os tiros e teve a prisão temporária decretada pelo Poder Judiciário a pedido da DIG.

Entre janeiro e abril deste ano, pelo menos 12 assassinatos foram registrados na Região, conforme estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo. Por outro lado, seis casos foram cometidos somente em junho, quantidade equivalente a 50% dos assassinatos anotados nos quatro primeiros meses de 2018. Dos 12 casos, quatro foram praticados em Várzea Paulista, com outros três em Itatiba e mesmo número em Campo Limpo Paulista, além do assassinato desta terça-feira (19) em Jarinu. Apesar do tamanho da população em relação aos outros municípios, Jundiaí teve dois assassinatos, sendo um em janeiro e outro em fevereiro. Itupeva, Morungaba e Cabreúva não registraram assassinatos entre janeiro e abril deste ano. As cidades também não foram palco de tal modalidade criminosa nos últimos dias de violência extrema na Região.

Assassinato 12 Jarinu


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