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Polícia Civil investiga Casarin, ex-secretário da Saúde de Jundiaí

Da redação | 16/06/2020 | 16:34

A Polícia Civil do estado São Paulo cumpriu ontem (15) mandados de busca e apreensão na prefeitura de Mauá, no ABC paulista, em operação que apura irregularidades referentes ao hospital de campanha que o município montou para atender pacientes de covid-19.

Além do prefeito, são alvos da operação o secretário de saúde Luis Carlos Casarin, além de Gilberto Alves Pontes Belo, sócio de uma das empresas investigadas e Jéssica Alves Pontes Belo, proprietária da Atlantic. As buscas ocorreram nos gabinetes do prefeito e do secretário da saúde, e no setor de licitações do município de Mauá.

Morador em Jundiaí, Casarin é atual secretário de Saúde de Mauá e exerceu o mesmo cargo em Jundiaí durante o governo Pedro Bigardi. Ele teve apreendidos objetos em seu imóvel, no bairro do Caxambu, durante operação deflagrada pela Procuradoria-Geral de Justiça, com apoio do Gaeco e do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Capturas.

Foram apreendidos dois notebooks, três HDs externos, um tablet, dois aparelhos celulares, documentos diversos que, segundo a operação, são de interesse da investigação, além de pastas de processos administrativos da Prefeitura de Mauá e R$ 19,3 mil em dinheiro, divididos em dois envelopes.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital e nas cidades de Barueri, Jundiaí e Mauá, diante de indícios dos crimes como falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, entre outros. A operação é feita pela Procuradoria-Geral de Justiça com o apoio do Gaeco (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Polícia Civil.

As investigações apontam ilegalidades na contratação emergencial pelo município de Mauá da organização social Atlantic – Transparência e Apoio à Saúde Pública, para a gestão e operacionalização do hospital de campanha construído naquela cidade por conta da covid-19.

A Atlantic, ao tempo da contratação, tinha em seu quadro diretor e administrativo pessoas desvinculadas da área da saúde. O valor da contratação é de R$ 3,3 milhões, para o prazo de 90 dias.

 


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