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Polícia Federal assume caso da DIG de Jundiaí e leva traficantes mexicanos

Fábio Estevam | 13/02/2020 | 21:34

A Polícia Federal assumiu nesta quinta-feira (14) o caso de tráfico internacional de drogas em que três mexicanos e um brasileiro foram presos por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) na terça-feira (11) com mais de 10,5 kg de cristais, droga usada como matéria-prima para a fabricação de drogas sintéticas. A carga, avaliada em cerca de R$ 2 milhões, estava em um apartamento na avenida 14 de dezembro, onde um brasileiro e três mexicanos foram presos em flagrante.

Segundo apurou a reportagem, os policiais federais chegaram pela manhã e foram até Campo Limpo Paulista para buscar os mexicanos presos no Centro de Triagem. Em seguida foram trazidos ao prédio da Justiça Federal, localizado na avenida Prefeito Luiz Latorre, onde ocorreu a audiência de custódia Federal para o trio.

Os presos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e foram conduzidos à carceragem da PF, em Campinas. No dia da prisão, no último dia 11, o delegado-assistente da DIG, Carlos Eduardo Barbosa, também já havia pedido à Justiça para que todos tivessem o flagrante convertido em prisão preventiva e assim aguardassem reclusos as investigações.

O CASO

O brasileiro e os mexicanos foram presos em flagrante por investigadores da DIG em um apartamento que era usado como laboratório para a fabricação da drogas sintéticas, basicamente comprimidos de esctasy e LSD. O entorpecente (os cristais de matéria-prima) vinha do México para o Brasil e era descarregada em Goiás, onde o jundiaiense integrante desta quadrilha buscava para trazer até seu laboratório e também local de moradia.

Segundo a Polícia, em meados de setembro do ano passado, uma pessoa foi até a DIG e entregou aos policiais uma espécie de dossiê com informações e fotos sobre o caso, dando conta de que se tratava de venda ilegal de fertilizantes além de outros tipos de crime. “Aos poucos nós fomos investigando, diligenciando e fazendo campanas, até descobrirmos se tratar de tráfico de drogas”, disse Carlos Eduardo.

No início de dezembro deste ano, já com elementos que indicavam o tráfico de drogas sintéticas, a DIG pediu à Justiça que concedesse mandado de busca e apreensão para o apartamento e o galpão. O mandado saiu na tarde de segunda-feira (10) e foi cumprido às 6 horas de terça-feira.

No apartamento os investigadores da equipe Apolo 3, Gigio, Vanessa, Mário e Talibã encontraram além dos cristais, meio quilo de maconha, balanças de precisão, tubos de ensaio e outras matérias-primas usadas para a fabricação dos comprimidos, além de uma pequena quantia em notas de dinheiro mexicano, argentino, paraguaio, colombiano e americano.

Uma caminhonete, pertencente ao jundiaiense e que servia para buscar a droga em Goiás, foi apreendida assim como uma máquina agrícola, encontrada em um galpão no bairro do Poste, na região do Engordadouro, que também era usado pela quadrilha.

Uma das linhas de investigação da DIG, antes de a PF assumir, vinha sendo sobre a máquina agrícola apreendida. A suspeita era de que a máquina serviria para camuflar as drogas depois de prontas para serem levadas para outros estados brasileiros. A investigação atuava, ainda, na possibilidade de que essas drogas seriam traficadas para outros países, algo que foi dito pelos próprios traficantes presos.

Os três mexicanos estão legalizados no Brasil e com o o passaporte em dia. Nenhum deles tem passagens criminais em terras brasileiras, sendo que no banco de dados da Interpol também não pesou nada contra eles.


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