Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

São presos autor e coautor de homicídio em Jundiaí no dia 18 de janeiro deste ano

Fábio Estevam | 27/02/2020 | 18:34

Policiais da equipe Apolo 2, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí prenderam na manhã desta quinta-feira (27) o autor de um homicídio ocorrido no dia 18 de janeiro na avenida Antônio Barcheta (via de terra e sem saída) no bairro Pracatu, às margens da rodovia dos Bandeirantes, em Jundiaí. O corpo da vítima, Edivaldo Ricardo dos Santos, de 42 anos, foi encontrado no local por guardas municipais ambientais na manhã do dia seguinte, com perfurações de faca no abdômen e altura do coração, além de a cabeça parcialmente queimada e com pés e mãos amarrados com fios de cobre.

Um homem apontado como coautor do crime, por ter emprestado o carro ao assassino, além de ajudar a colocar o corpo no veículo, também foi preso, junto de sua mulher, suspeita de ajudar a acobertar o crime. Com o advogado ela tentava provar, na tarde desta quinta, provar que não tinha conhecimento do que havia ocorrido. Ela possivelmente terá o pedido de prisão revogado e pode deixar a cadeia nesta sexta-feira (28) – ela foi encaminhada ao Centro de Triagem de Itupeva.

A vítima Edivaldo Ricardo dos Santos

 

Já os presos foram encaminhados ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista e, posteriormente, devem ser levados ao Centro de Detenção Provisória. As prisões, feitas pelos investigadores Ricardo, Eduardo e Adilson, da Apolo 2, também tiveram apoio da equipe Apolo 3, com os investigadores Gigio, Mário e Vanessa.

O crime

Segundo as investigações, a vítima, seu algoz e o coautor do crime moravam juntas em uma casa na Vila Comercial e trabalhavam em uma funilaria na Vila Arens. Aos sábados, porém, somente Edivaldo trabalhava. No sábado (18), dia do crime, Edivaldo foi trabalhar e acabou demitido. Revoltado, voltou para casa acusando um dos autores de ser o mentor de sua demissão, por conta de um serviço que teria sido mal feito por ele (vítima) no trabalho. Houve uma discussão.

Já à noite, ainda nervoso pela demissão e durante nossa discussão, Edivaldo pegou uma faca e foi para cima do seu algoz, que pegou um taco de bilhar e lhe deu dois golpes fortes, na cabeça e pescoço. Edivaldo caiu já desfalecido e o assassino o desarmou. Com a faca com que foi ameaçado, lhe deu dois golpes.

Após o crime e desesperado pelo que havia feito, ele pediu ajuda ao colega (coautor), dizendo que havia feito uma burrada e precisava dar um jeito no corpo. Ele amarrou a vítima com os fios e o enrolou em um cobertor. O coautor emprestou o carro e ajudou a colocar o corpo no porta-malas.

Imagens de monitoramento do trajeto feito por ele mostram o assassino, em um Gol branco, levando o corpo para ser desovado. Antes de deixá-lo ele ainda tentou atear fogo, mas que só queimou parte da cabeça, sendo inclusive possível a família da vítima fazer o reconhecimento por foto de Edivaldo. O corpo foi identificado, aliás, depois que a investigação chegou à família, que confirmou que, como característica, ele usava um grande crucifixo, justamente o que estava pendurado em seu pescoço quando encontrado.

Tanto ele era, com a família é de Bebedouro, no interior do estado. O corpo foi enterrado como indigente em Jundiaí no dia 29 de janeiro. A família solicitará a transporte dos restos mortais para que seja sepultado em sua cidade.


Leia mais sobre | | |
Link original: https://www.jj.com.br/policia/sao-tresos-autor-e-coautor-de-homicidio-em-jundiai-no-dia-18-de-janeiro-deste-ano/
Desenvolvido por CIJUN