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Se uma criança disser que está sendo abusada, denuncie

Fábio Estevam | 29/10/2019 | 05:00

Ao saber pela filha, de 10 anos, que ela havia sido estuprada pelo padrasto – em caso divulgado pelo Jornal de Jundiaí na semana passada -, a mãe não acreditou. E como consequência disso o agressor voltou a estuprar a criança por mais vezes, até que ela contou a professores na escola municipal onde estuda, em Jundiaí. O caso foi parar na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que prendeu o estuprador. O fato de a mãe não ter sequer tentado saber se a criança falava a verdade, revoltou a população, que reagiu nas redes sociais. Segundo a delegada da especializada, Renata Yumi Ono, ao menor indício de que a criança está sendo abusada, é importante que a polícia ou algum outro órgão responsável por crianças seja acionado.

“É importante trazer ela na DDM, plantão policial ou qualquer delegacia, para orientação e lavratura de boletim de ocorrência. Ou mesmo pode levar no conselho tutelar ou direto no ambulatório da Saúde da Mulher”, disse a delegada.

Segundo Renata, durante depoimento a mãe contou que nunca havia deixado a filha sozinha com o padrasto e que por isso não acreditou na história. A criança era abusada desde os 4 anos. Houve inclusive confirmação de penetração na vagina. O padrasto, que está preso temporariamente por 30 dias, tem 60 anos. A criança, segundo a delegada, está temporariamente com a tia.

Relato da criança
Em conversa com a delegada, a criança contou que quando estuprada, era ameaçada pelo padrasto, que falava a ela que, caso contasse a alguém, não só ele seria preso, mas a mãe dela também. “Ela é muito apegada com a mãe e por medo não contou antes. Tanto que quando a ouvimos, ela perguntou se a mãe seria presa”, disse Renata.

O caso
O homem foi preso no último dia 25, um dia depois de estuprar a criança por mais uma vez. A vítima relatou, também, que o padrasto fotografou suas partes íntimas com o seu aparelho celular. O investigado negou os fatos e o seu aparelho celular foi apreendido. No aparelho os investigadores encontraram fotos das partes íntimas da criança. Ela foi ouvida pela psicóloga no ambulatório da Saúde da Mulher.

A delegada Renata pediu prisão preventiva do acusado. As investigadoras Lilian e Andréa conseguiram prendê-lo.
O investigado responderá pelo crime de estupro de vulnerável.


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