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Servente confessa morte de jovem jogada em córrego de Jarinu

GERALDO DIAS NETTO | 17/10/2018 | 19:32

Apresentou-se nesta segunda-feira (15) à Polícia Civil, com advogado, o servente de 30 anos, identificado como José Ribamar Martins da Silva, acusado de assassinar a ex-companheira, Tainara de Oliveira Abreu, 27, moradora em Itatiba e encontrada em um córrego na Estrada Juvenal de Souza, no bairro Bom Retiro, em Jarinu, na manhã do último dia 2.

Silva estava com mandado de prisão temporária, pelo prazo de 30 dias, decretado pelo Poder Judiciário. O pedido foi feito pelo delegado titular de Jarinu, Victor Oliveira Paula, após policiais de sua equipe esclarecerem a autoria com base em indícios obtidos durante investigações iniciadas logo após a comunicação do encontro do corpo à delegacia local.

De acordo com o delegado, o acusado confessou o crime, afirmando ter matado a jovem por ciúme. Contra ele, diversas queixas de agressão já haviam sido registradas por Tainara, que foi assassinada em Itatiba e teve o cadáver jogado no córrego de Jarinu, segundo revelaram as investigações e o depoimento do servente.

Ao ser encontrado, um ferimento na nuca foi percebido no corpo da jovem, que estava ainda com o nariz fraturado. Ela usava uma calça jeans e blusa preta, e tinha o “abdome elevado”, conforme descrição dos peritos do Instituto de Criminalística (IC), que acreditaram poder se tratar de uma possível gravidez. Segundo o delegado de Jarinu, a hipótese foi descartada.

Silva irá responder por feminicídio, já que atuou com violência de gênero, “imaginando ter a posse da companheira”, explicou o delegado. Ele também acrescentou que houve fraude processual cometida pelo servente ao alterar a cena do crime e ocultação de cadáver, uma vez que assassinato foi praticado em Itatiba e o corpo da jovem jogado em um córrego de Jarinu para dificultar o trabalho de polícia.

Confissão
Ao ser ouvido em depoimento, Silva, na presença de seu advogado, confessou o crime, dizendo tê-lo cometido por ciúme. Afirmou ter descoberto que a jovem estava saindo com outras pessoas, vendo ainda mensagens neste sentido no aparelho celular de Tainara. A vítima, no entanto, já teria terminado o relacionamento com o acusado, principalmente por seu histórico de violência. Segundo o agressor, Tainara foi espancada até a morte.

O delegado titular de Jarinu informou que as investigações já identificaram uma pessoa que ajudou o servente na ocultação do corpo. A participação de um terceiro envolvido também está sendo apurada, finalizou o policial. Foi o primeiro registro de feminicídio registrado em Jarinu no ano.

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