Política

Candidatos não abandonam as campanhas porta a porta

jundiaí Especialistas afirmam que o contato pessoal com o eleitor ainda é de fundamental importância, mesmo com a tecnologia


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Nos últimos 30 dias antes das eleições, candidatos adotam a eficiente técnica do contato de porta em porta
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Além dos novos protocolos sanitários para o dia da votação, a pandemia trouxe outro desafio para as eleições municipais de 2020: repensar as campanhas e as agendas de rua com menos contato físico e aglomerações.

Contudo, as caminhadas pelo comércio e pelo Centro com apertos de mão e o contato com o eleitor não foram completamente abandonados pelos candidatos em Jundiaí. Pelo contrário. Para evitar o contágio, eles apostam em um número reduzido de saídas, o já obrigatório uso de máscara, distanciamento entre as pessoas e diminuição da quantidade de materiais impressos.

Para a cientista política Priscila Lapa, um dos principais desafios dos candidatos neste pleito será fazer com que os eleitores "virem a chave" e compreendam que a corrida eleitoral começou. "Chamar a atenção do leitor e começar um diálogo esbarra na questão de que as pessoas estão muito mais preocupadas com a retomada da economia, a retomada das suas vidas e do emprego, do que propriamente com eleição. É uma barreira de atenção mesmo. Quando você faz isso de forma presencial, a movimentação física nas ruas pode ser um caminho. Essa movimentação faz com que as pessoas digam, sim, o tempo da política chegou."

Já o consultor em marketing político Darlan Campos afirma que, apesar do avanço do marketing político digital, com a forte utilização de redes sociais nas campanhas, há territórios, especialmente em cidades menores, que o contato pessoal faz toda a diferença. "Uma campanha bem-sucedida passa por uma estratégia de propaganda porta a porta, ou seja, de contato direto com o eleitor", comenta.

Esse método permite que o candidato e seus representantes encontrem os eleitores pessoalmente, o que pode aumentar a probabilidade de eles lembrarem o nome, o número e a proposta do candidato no momento da votação.

O especialista afirma ainda que todo tipo de contato com o eleitor deve ser planejado de forma antecipada. "O avanço das redes sociais pode dar a impressão que a campanha porta a porta morreu, mas é exatamente o contrário. Todo candidato deve ter, na sua estratégia de marketing eleitoral, momentos de contato pessoal com o eleitor. A abordagem de rua deve ser ainda mais valorizada, com planejamento e efetividade. Em uma corrida eleitoral, não há margem para erros", completa.


O que é permitido

• A Justiça eleitoral permite a veiculação de propaganda eleitoral, distribuição de folhetos e outros impressos. Eles devem ser editados sob a responsabilidade do partido;

• É permitido o uso de bandeiras e mesas para distribuir material, desde que não atrapalhe o trânsito;

• O funcionamento de alto-falantes ou amplificadores de som é permitido, mas há regras. O serviço deve ser feito entre 8 h e 22 h. Se a atividade for com comício, a justiça permite a extensão até às 24 h. O candidato só poderá usar o equipamento com o mínimo de 200 metros de locais como escolas, hospitais, igrejas e teatros;

• A realização de comícios e a utilização de aparelhagem de sonorização fixa são permitidas no horário compreendido entre 8 h e 24 h. Com exceção do comício de encerramento da campanha, que poderá ser prorrogado por mais duas horas.

 


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