Política

Fundo Especial é o principal recurso de campanhas em Jundiaí

Gastos De acordo com dados do DivulgaCandContas, do TSE, nenhum dos concorrentes à Prefeitura de Jundiaí terá repasse do Fundo Partidário


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Recursos financeiros para as campanhas eleitorais em Jundiaí virão de doações partidárias e de pessoas físicas
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Segundo dados do portal DivulgaCandContas, ferramenta on-line oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que contém informações de todos os candidatos às eleições 2020, nenhum candidato a prefeito de Jundiaí recebeu até agora ajuda do Fundo Partidário para usar na campanha.

Sendo assim, a principal fonte de recursos das campanhas tem sido o chamado Fundo Especial, composto por doações dos diretórios municipais, estaduais e até nacionais dos partidos políticos para cada candidato, além das doações particulares de pessoas físicas.

Já Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, denominado Fundo Partidário, é constituído por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades, doações e outros recursos financeiros que lhes forem atribuídos por lei e será utilizado para outros fins.

Candidatos

O candidato Silas Feitosa (PRTB) arrecadou até o momento R$ 21.582,65, sendo R$ 20 mil vindos de recursos próprios e R$ 1.582,65 doados pelo diretório municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro. Já o professor Rafael Purgato (PCdoB) conta com apenas R$ 480,00 até agora, oriundos de doação de pessoa física.

Pedro Bigardi (Rede) conta com R$ 18 mil, sendo R$ 15 mil doados pela diretório estadual do partido e R$ 3 mil em doações de pessoa física. Pelo PSL, Marcus Dantas já arrecadou R$ 28 mil até o momento, sendo que R$ 20 mil foram doados pelo diretório estadual do partido, R$ 3,6 mil investidos de recursos próprios e R$ 4,4 mil recebidos de doações particulares de pessoa física.

O atual prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB), que busca a reeleição, é o que mais arrecadou até agora, com R$ 413 mil. Todo o valor é oriundo de doações de pessoas física e ele não terá apoio financeiro do partido.

Fábio Marcussi, candidato do PSB, tem disponíveis R$ 110 mil. Destes, R$ 10 mil foram investidos de recursos próprios, R$ 50 mil recebidos do diretório estadual do partido e mais R$ 50 mil em doações de pessoa física. Já Edney Duarte Jr., do Novo, partido que recusou sua fatia do Fundo Eleitoral, já arrecadou R$ 28,4 mil. A maior parte, R$ 15 mil, é de recurso próprio. Outros R$ R$ 10,4 mil foram recebidos de doações particulares de pessoa física, e há também R$ 3 mil em Recursos de Origem Não Identificada (RONIs).

Pelo Podemos, o Dr. Pacheco possui disponíveis R$ 70 mil, 100% vindos de doação do diretório estadual do partido. Cíntia Vanessa, do PSOL, colocou R$ 500,00 de recursos próprios e recebeu outros R$ 1,9 mil em doações de pessoas físicas, totalizando R$ 2,4 mil para a campanha.

Já Alexandre Nicola (PDT) tem disponível a quantia de R$ 201 mil. R$ 1 mil em doações de pessoa física, e R$ 200 mil recebidos do diretório nacional do Partido Democrático Trabalhista. Os candidatos Daniela da Câmara (PT), Edimarco Silva (PROS) e Márcia Pará (DC) ainda não apresentam dados de prestação de contas do DivulgaCandContas.

Menos dinheiro disponível

O cientista político e mestre em Ação Política, Márcio Coimbra, explica que as novas regras tornaram ainda mais importantes as doações de pessoas físicas para as campanhas. "A maioria dos financiamentos é realmente de particulares, pois as novas regras proíbem as doações empresariais, além do teto dos gastos de campanha, que reduz as possibilidades."

Ele afirma ainda que um dos receios de especialistas é que, com o maior número de restrições, alguns candidatos façam o chamado "caixa 2". "A tendência são campanhas mais modestas e, com menor período de campanha, pode até ser que esses menores valores sejam suficientes. Mas o receio em relação aos caixa 2, que é um dinheiro não contabilizado, é bem grande."

Para o cientista político, o não uso do Fundo Eleitoral é um ponto positivo e deve ser divulgado pelos candidatos. "A não utilização de dinheiro público mostra um diferencial. Esse novo modelo, conhecido como 'nova política', caiu muito no gosto do eleitor nos últimos anos e é uma narrativa muito interessante para o candidato, pois mostra que ele está muito mais ao lado do eleitor e de quem ele deseja representar", finaliza.

 


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