Política

STF pede manifestação de Bolsonaro em ações sobre vacina


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O decreto gerou grande repercussão negativa para o governo Jair Bolsonaro durante toda a quarta-feira (28)
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski pediu que o presidente Jair Bolsonaro se manifeste sobre três ações que questionam o apoio do governo federal à aquisição da vacina CoronaVac e a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 do país. O ministro decidiu pedir informações a Bolsonaro (sem partido) antes de analisar os pedidos feitos nos processos.

Lewandowski é relator de quatro ações sobre a vacina da covid-19. Ontem, o ministro pediu informações ao Planalto em três delas: a ação da Rede que cobra o apoio do governo federal à vacina desenvolvida pelo Instituto Butantã em parceria com a China; a ação do PDT que defende o poder dos estados e municípios de determinar a obrigatoriedade da vacinação e a ação do PTB que pede que a vacina não seja obrigatória.

Após a manifestação do Planalto, Lewandowski determina que as ações sejam enviadas para manifestação da AGU (Advocacia-Geral da União) e da PGR (Procuradoria-Geral da República). Nesta semana, Bolsonaro desautorizou acordo anunciado pelo Ministério da Saúde para a compra de 46 milhões de doses da vacina que está sendo desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.

A vacina, batizada de CoronaVac, tem o governo de São Paulo, comandado pelo rival político João Doria (PSDB), como principal fiador no Brasil. O presidente afirmou que o governo não compraria o imunizante, ainda em fase de pesquisa. "Não abro mão da minha autoridade", afirmou o presidente. Bolsonaro também tem afirmado que a vacinação contra a covid-19 não será obrigatória. Mas lei federal sobre medidas contra a pandemia, sancionada este ano pelo presidente, autoriza estados e municípios a tornar a imunização obrigatória.

Nesta sexta, o presidente do Supremo, Luiz Fux, afirmou que deve haver "judicialização" dos critérios a serem adotados para a vacinação. Para o ministro, o STF será chamado a decidir sobre temas como liberdade individual e requisitos para a imunização. (Das agências)


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