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Executivo e Legislativo precisam achar uma solução sobre a vacina


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Para Rodrigo Maia, a solução tem de sair do diálogo e não da justiça
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem (27) ser melhor o Executivo e o Legislativo debaterem sobre a obrigatoriedade ou não da vacinação contra a covid-19 do que o STF (Supremo Tribunal Federal) tomar uma decisão sobre o caso. "Não devemos deixar um espaço aberto, esse vácuo, para que mais uma vez o Supremo decida e que tanto o Executivo quanto o Legislativo fiquem reclamando de algum ativismo do Poder Judiciário", afirmou, ressaltando ter conversado com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), de que devem "sentar e dar soluções a esses problemas".

Nos últimos dias, Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), têm promovido um embate quanto à possibilidade de obrigar ou não a população a se vacinar contra a covid-19. O primeiro é contra. O segundo, a favor. No pano de fundo, há uma disputa política diante da primeira vacina contra o coronavírus no Brasil poder ser de origem chinesa e produzida com apoio do governo paulista, alavancando eventual candidatura presidencial de Doria versus Bolsonaro em 2022.

Na semana passada, o presidente do STF, Luiz Fux, afirmou ver concordar que a Justiça entre na discussão sobre a vacina contra o novo coronavírus e tome uma decisão a respeito. "Esta judicialização será importante e de preferência direto no Supremo", disse. Ontem, Maia afirmou que a questão da obrigatoriedade pode ser debatida. "Seria melhor do que uma decisão encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal que, se nada for feito, óbvio, vai mais uma vez decidir no lugar do Executivo e do Legislativo", disse.

Porém, quanto à vacina a ser usada na campanha de imunização contra a covid-19 —se a chinesa CoronaVac, por exemplo -, afirmou ser preciso esperar as análises da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e que todas as vacinas devidamente aprovadas pelo órgão serão bem-vindas. (Das agências)


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