Política

Parlamentares repudiam o ataque ao Congreso americano

Eleições Ameaça à democracia foi o assunto mais comentado por jornais e autoridades de todo o mundo após a invasão


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A invasão ao Capitólio chocou o mundo e abriu a discussão sobre a ameaça dos Estados democráticos
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A invasão de manifestantes e apoiadores do presidente Donald Trump ao Capitólio, sede do Congresso americano, em Washington, que aconteceu na quarta-feira (6) chocou o mundo. Os ataques ocorreram enquanto era realizada a contagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral das eleições presidenciais de novembro, que deram a vitória ao candidato democrata Joe Biden.

O cientista social Samuel Vidili comenta que grande parte da classe política e da imprensa 'está horrorizada com uma criatura concebida graças ao volume imenso de desinformações, aliadas a anos de estímulo à má educação, ignorância política e social, além da prepotência humana'.

Segundo ele, estas manifestações são apenas o começo. "Vivemos bons momentos na história, especialmente após a segunda guerra, de paz e bem estar social. Agora tudo isso está sendo destruído. Voltaremos algumas casas no jogo da história", completa.

Autoridades de todo o mundo se pronunciaram contra os atos, principalmente citando que o ocorrido representa um relevante e assutador ataque aos sistemas democráticos de todo o mundo.

Presidente da Câmara de Jundiaí, Faouaz Taha (PSDB) apontou as manifestações como absurdas. "Não podemos legitimar ataques como esse. Mais lamentável ainda acredito ter sido a postura do presidente Trump em elogiar, quando ele deveria buscar meios de pacificar a situação e respeitar a democracia. As divergências e opiniões distintas são parte da política, mas há inúmeras formas dignas de nos manifestarmos", afirmou.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, também publicou uma declaração de repúdio. "As imagens que vimos são inaceitáveis em qualquer democracia e merecem o repúdio e a desaprovação de todos os líderes com espírito público e responsabilidade. O Senado Federal brasileiro acompanha atentamente o desenrolar desses acontecimentos, enviando aos congressistas e ao povo americano nossa solidariedade e nosso apoio."

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, escreveu que "a invasão do Congresso norte-americano por extremistas representa um ato de desespero de uma corrente antidemocrática que perdeu as eleições. Fica cada vez mais claro que o único caminho é a democracia, com diálogo e respeitando a Constituição."

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também se manifestou. "A invasão do Capitólio chocou o mundo. Cenas de vandalismo e barbárie de extremistas, que não aceitam a derrota. Uma afronta à democracia. Alerta para o Brasil, onde minoria que flerta com o autoritarismo e o fanatismo tenta enfraquecer as instituições e ameaçar o Estado de Direito", escreveu.

Até agora, quatro pessoas já morreram. Uma das vítimas é uma mulher, civil e de identidade ainda não revelada. A polícia também informou que pelo menos 50 pessoas foram presas (a maioria por violar o toque de recolher).

Em vídeo gravado na Casa Branca e publicado no Twitter, Trump chegou a pedir que os invasores do Capitólio voltassem para casa, mas repetindo a alegação de que a eleição foi roubada.


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