Política

Combate à covid-19 segue sendo a prioridade dos novos prefeitos

2ª onda Segundo especialistas, uma união entre diferentes áreas como saúde, educação e moradia são fundamentais para frear a disseminação do vírus


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Em Jundiaí e Região, as Unidades Sentinela foram montadas para atendimentos exclusivo de casos confirmados e suspeitos de covid-19
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Os novos chefes do Executivo municipal do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) começaram seus mandatos tendo que enfrentar uma segunda onda da covid-19. Enquanto estados e municípios aguardam o início da vacinação, os principais assuntos em pauta são as medidas de distanciamento social e o combate à propagação do novo coronavírus.

Para alguns especialistas, ações conjuntas com outras pastas continuam sendo fundamentais. "Saúde é um conjunto de ações sociais e não apenas assistência médica. São atividades de infraestrutura que não dependem só do prefeito, mas ele pode começar a articular os recursos federais e estaduais para trabalhar essas três coisas que considero cruciais para a gente poder melhorar as condições de saúde, que são moradia, água e esgoto", afirma Oswaldo Tanaka, docente do departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

A docente do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp, Lumena Almeida Castro Furtado, avalia que o processo de saúde está completamente ligado à proteção da vida. Além da necessidade de o prefeito se comprometer com um sistema de saúde público e universal, ele deve levar em consideração a vinculação com outras áreas. "O prefeito tem essa possibilidade de considerar a saúde em uma conexão com outras políticas, como moradia, educação, cultura, esporte. Nos municípios em que há um trabalho interessante em saúde, o prefeito tem essa visão da saúde para além do serviço de saúde."

Pela Constituição Brasileira, o município, o estado e a União são responsáveis por tudo no sistema de saúde e cada um tem um tipo de responsabilidade. Do ponto de vista formal, Tanaka explicou que a atenção básica ficou sob responsabilidade do município, na qual ele deveria gastar 15% de seus recursos e, em princípio, a média e a alta complexidade ficaram com o estado e o nível federal com o financiamento. Essa divisão não exclui a necessidade do trabalho em rede.

No entanto, a produção do cuidado em saúde acontece já no âmbito do município, com a intersecção de políticas de diferentes áreas. Lumena explicou que a articulação com outros setores é produtora de saúde. "Eu não tenho como fazer saúde integral sem ter essa articulação."

Outra questão que a docente considera importante é o prefeito saber que a saúde acontece na relação dos trabalhadores do setor com as pessoas. "Ele tem que investir no trabalhador. Tem que tentar ganhá-lo com o projeto de SUS que ele quer construir, tem que compromissar o trabalhador com a proposta que ele quer fazer no sistema de saúde."

REGIÃO

O vice-prefeito de Itupeva e coordenador regional do PSDB, Alexandre Mustafa, afirma que esse é um momento muito importante e crucial para a população, principalmente para o grupo de risco e profissionais de Saúde. "Existe tanto o Plano Nacional, que já está pronto, quanto o Plano Estadual e o município de Itupeva vai seguir aquele que chegar e que preservar a saúde da população.

"Representantes dos municípios do AUJ têm se reunido constantemente para traçar ações em defesa da saúde, especialmente em relação à covid-19", afirma. Segundo ele, qualquer parceria feita entre municípios, municípios e o estado, município e União é fundamental para alcançar êxito no combate ao novo coronavírus.

Em Jundiaí, após a divulgação da eficácia da CoronaVac, a prefeitura informa que segue as orientações da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e, até o momento, não foi informada sobre mudança na data da vacina contra a covid-19, permanecendo o dia 25 de janeiro como a data de início da imunização.

Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, disse esta semana que aos prefeitos que o governo vai priorizar "aqueles que seguem Plano São Paulo" nos atendimentos e aqueles gestores municipais irresponsáveis com relação às recomendações do governo do estado irão para "o fim da fila".

"Vamos cobrar. Se não tiverem seguido as regras fundamentais da saúde, notificamos, encaminhamos para o MP [Ministério Público], que muitas vezes entra com ações de improbidade, responsabilizando prefeitos que vão sofrer ações", afirmou Vinholi.


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