Política

'É terrível, mas fizemos a nossa parte', diz Bolsonaro

Manaus Governo recorreu à Embaixada dos EUA em busca de ajuda para levar cilindros de oxigênio ao estado do Amazonas


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Embaixador chinês citou o ministro Pazuello ao falar dos insumos
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O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores ontem (15), ao comentar a crise da saúde pública no Amazonas, que o governo federal fez a sua parte para ajudar o estado. O sistema de saúde de Manaus entrou em colapso nos últimos dias com a disparada dos casos de covid-19. As internações e os enterros bateram recordes, os hospitais ficaram sem oxigênio e pacientes estão sendo enviados para outros estados.

"Problemas. A gente está sempre fazendo o que tem que fazer. Problema em Manaus. Terrível, o problema em Manaus. Agora, agora, nós fizemos a nossa parte. Recursos, meios. Hoje, as Forças Armadas 'deslocou' para lá um hospital de campanha. O ministro da Saúde esteve lá segunda-feira e providenciou oxigênio", afirmou o presidente na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada.

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, recorreu à Embaixada dos Estados Unidos na quinta-feira (14) em busca de ajuda para levar cilindros de oxigênio ao Estado do Amazonas. A informação foi confirmada pela representação norte-americana no Brasil.

A embaixada diz que recebeu o pedido e que "está em contato com as autoridades brasileiras".

Em sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro disse que "a Força Aérea Brasileira participa de um mutirão, enviando cilindros de oxigênio para Manaus". O ministro Eduardo Pazuello (Saúde), que também participou da transmissão, afirmou que serão enviadas 6 aviões à cidade.

"Estamos com a 2ª aeronave hoje, entrando em circuito a C-130 Hércules, fazendo o deslocamento Guarulhos-Manaus e, a partir de amanhã, entram mais 2 aeronaves. Chegaremos a 6 aeronaves no circuito, totalizando algo em torno de 30 mil m3 de transporte a partir de Guarulhos", disse o chefe da pasta.

A busca pelo apoio dos EUA é uma medida para tentar agilizar o o socorro à cidade amazonense, que vive um colapso na rede de saúde. Segundo Pazuello, a fila de espera para vagas em leitos não para de crescer, alcançando quase 500 pessoas.

"Em relação ao transporte de oxigênio para a capital amazonense, as aeronaves da FAB têm atuado diuturnamente no transporte logístico, inclusive com o transporte do produto em forma líquida. O transporte aéreo exige uma logística complexa e, durante o período de pandemia, envolve o trabalho coordenado de diversos órgãos. As missões da FAB para minimizar os impactos da pandemia no Amazonas envolvem também o transporte de outros insumos hospitalares", diz trecho da nota divulgada pela Força Aérea Brasileira.

A jornalistas, na chegada ao Palácio do Planalto, o vice-presidente Hamilton Mourão também comentou a situação no Amazonas. Ele disse que governo está fazendo "além do que pode". Questionado sobre medidas como lockdown, Mourão afirmou que a "imposição de disciplina" não funciona no Brasil.

"O governo está fazendo além do que pode dentro dos meios que a gente dispõe. Você não tem como prever o que ia acontecer com essa cepa que está ocorrendo em Manaus, totalmente diferente do que tinha acontecido no primeiro semestre", disse Mourão.


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