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Carta do embaixador chinês desmente Doria sobre insumos


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Embaixador chinês citou o ministro Pazuello ao falar dos insumos
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou o governo federal nesta segunda-feira (25) nas redes sociais, cinco dias após pedir ajuda ao presidente e ao Ministério das Relações Exteriores para conseguir os insumos para produção da vacina.

"Todo o processo de negociação com a China para liberação de insumos para a vacina do Butantan foi realizado pelo Instituto e pelo Governo de São Paulo", escreveu ele no Twitter.

No entando, uma carta do embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, foi divulgada ontem (26) e confirma que a exportação dos insumos e as tratativas foram realizadas com o governo federal, por meio do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

"O lado chinês está disposto a continuar a fortalecer a cooperação com o lado brasileiro no combate à pandemia", disse Yang Wanming na carta, desmentindo o governador paulista.

Na segunda (25), o presidente Jair Bolsonaro publicou nas redes sociais que os insumos chineses devem chegar ao Brasil nos próximos dias. O ministro da Saúde Eduardo Pazuello também fez o mesmo anúncio em um vídeo.

"A continuidade do recebimento dos insumos para fabricação das vacinas pelo Butantan voltou à normalidade. Isso graças à ação diplomática do governo federal com o governo chinês, por intermédio da embaixada chinesa no Brasil", disse o ministro na gravação.

Bolsonaro também anunciou ter sido informado pela Embaixada da China que a exportação de 5,4 mil litros de insumos para a vacina CoronaVac está "em vias de envio ao Brasil" e deve chegar nos próximos dias.

A China é o país de origem da matéria-prima. Por conta da falta do insumo, o Instituto Butantan, em São Paulo, está há mais de uma semana sem produzir novas doses da vacina contra a covid-19.

O presidente ainda agradeceu ao governo chinês pela "sensibilidade", bem como o "empenho" dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), general Eduardo Pazuello (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura) na negociação.

(Angelo Santi)


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