Política

Bolsonaro recebe queixa-crime


Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro, participa do lançamento dos programasCODEX e SUPER.BR e do 8º Revogaço no Palácio do Planalto.
Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), apresentou queixa-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Supremo Tribunal Federal (STF).

"A mentira pode ser usada deliberadamente no debate político? O Presidente da República, com suas elevadas atribuições, pode costumeiramente mentir?", indaga Dino no documento.

O governador cita declarações de Bolsonaro em que o presidente afirma que Dino teria negado pedido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para que a Polícia Militar garantisse a segurança de Bolsonaro em visita ao estado no ano passado.

"O fato, porém, nunca ocorreu. Não houve qualquer negativa por parte do Governo do Maranhão, menos ainda do Governador do Estado, para que as forças policiais apoiassem a segurança do Presidente da República", diz o texto.

O governador pede que, instruída a ação penal, o presidente seja condenado pela prática do crime de calúnia. "Tendo como vítima o querelante, devendo o querelado responder pelos atos praticados no exercício de seu mandato", segue a queixa-crime.

Protestos

Em plenária realizada nesta terça-feira (26), movimentos e partidos de oposição decidiram convocar uma megacarreata contra o presidente Jair Bolsonaro e apoiar a criação de uma CPI para investigar a atuação do ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante a pandemia.

A ideia inicial é a de que ela seja realizada em 21 de fevereiro. No próximo domingo (31) eles realizarão carreatas menores, em bairros, com a ideia de começar a mobilização. Participaram dessa plenária o MST, o MTST, centrais sindicais e partidos como PT, PSOL, PCdoB e Rede.

 


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