Política

Divisão põe 2022 em cheque


As articulações em torno das eleições para a Mesa Diretora da Câmara e do Senado colocaram em xeque o futuro do projeto que vinha sendo traçado por setores do PSDB para viabilizar a candidatura à Presidência do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por meio de uma aliança da legenda com o DEM e o MDB.

A ofensiva do Palácio do Planalto para eleger o deputado Arthur Lira (Progressistas-AL) presidente da Câmara fez a bancada federal do PSDB hesitar no apoio formal a Baleia Rossi (MDB-SP), candidato que reunia a oposição a Bolsonaro.

Oficialmente, integrantes do PSDB refutam a palavra "racha" para descrever a situação do partido. Entretanto, nos bastidores, dirigentes tucanos falam em "bagunça" e "falta de direção" para descrever o momento, embora considerem que há tempo para reorganizar a casa.

Tucanos mais próximos do governador avaliam que Doria tem ganhado espaço com DEM e MDB ao agir para manter o alinhamento do PSDB com as siglas. "O governador João Doria sai fortalecido", disse o presidente estadual do PSDB, Marcos Vinholi. Para ele, Doria deu "apoio claro à construção do centro democrático fundamental para o futuro do país".

Outros dirigentes paulistas ouvidos, entretanto, disseram que o apoio do MDB a Doria vinha sendo garantido por nomes como o de Rodrigo Maia (RJ) e do vice-governador Rodrigo Garcia, ambos do DEM. (Das agências)


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