Política

Vazamento será investigado


O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a Polícia Federal investigue o vazamento e a possível comercialização de dados pessoais de integrantes da Corte e de outras autoridades dos três poderes.

Ele se baseou em relatório de um perito designado por ele para averiguar o assunto após ser noticiado que, após um megavazamento ter atingido mais de 220 milhões de brasileiros, informações de ministros do STF teriam sido colocadas à venda em endereços eletrônicos na internet.

O vazamento incluiu informações como CPFs, dados cadastrais, situação fiscal, perfis em redes sociais, pontuação para operações de crédito e fotos pessoais.

Além dos ministros do STF, o presidente Jair Bolsonaro e os ex-presidentes da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) também estariam entre as autoridades com informações pessoais colocadas à venda na internet.

Ao menos quatro endereços foram identificados no relatório pericial encomendado por Moraes, segundo o despacho desta quarta-feira (3) que determinou a apuração da PF.

A investigação está vinculada ao inquérito das fake news. Também sob os cuidados de Moraes, ele foi aberto em 2019, por determinação do então presidente do tribunal, Dias Toffoli, para identificar autores de conteúdo falso na internet contra ministros do STF. (FP)


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