Política

Novo auxílio poderá chegar a 4,9 mil famílias em Jundiaí

Governo Federal Chamada de BIP, a nova proposta prevê mais três parcelas de R$ 200,00 para famílias de baixa renda


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O governo federal anunciou o fim definitivo do auxílio emergencial, mas pode voltar atrás nos próximos meses
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O Governo Federal prepara uma proposta para liberar três parcelas de R$ 200 do auxílio emergencial, com foco nos trabalhadores informais não atendidos pelo Bolsa Família. No entanto, seria um novo programa, com outro nome e novas exigências para o recebimento do benefício.

A proposta passará a ser chamada de BIP (Bônus de Inclusão Produtiva) e, para receber o auxílio, a pessoa terá que realizar um curso de qualificação profissional.

De acordo com o divulgado pelo governo, esse novo plano deve prever que o benefício esteja associado à Carteira Verde e Amarela, proposta do governo para reduzir encargos trabalhistas e estimular a formalização de pessoas de baixa renda.

A Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS), da Prefeitura de Jundiaí, informou que, em janeiro deste ano, segundo dados do Ministério da Cidadania, havia 4.860 famílias beneficiárias do programa Bolsa Família no município. No ano passado, em janeiro eram 4.754 as famílias beneficiárias no município e a média mensal foi de 4.885.

Durante a pandemia, os beneficiários do programa migraram de benefício, passando a receber o Benefício Emergencial. Por conta disso, os números no sistema do Ministério referentes ao Bolsa Família mantiveram-se inalterados durante o trimestre junho a agosto e no quadrimestre setembro a dezembro, respectivamente, com 4.931 e 4.921 famílias beneficiárias, alteradas somente a título de atualizações cadastrais.

A mudança no formato do auxílio reduziria os gastos do governo com o auxílio emergencial, de R$ 50 bilhões mensais gastos com as parcelas de R$ 600 em 2020, para pouco mais de R$ 6 bilhões por mês. A justificativa para as mudanças é de que o governo não tem recursos para seguir pagando o auxílio emergencial com valores mais altos.

"Eu acho que vai ter, vai ter uma prorrogação. O Paulo Guedes tem dito, se a pandemia continuar e a economia não pegar, vamos discutir para ontem a prorrogação do auxílio emergencial", afirmou o presidente em entrevista na tarde de ontem.

Preocupação

Com o valor a ser pago e o número de parcelas ainda indefinido, Bolsonaro demonstrou preocupação sobre os gastos que a prorrogação da ajuda pode representar ao Executivo e o consequente endividamento.

"Você pode ver, foram cinco meses de R$ 600 e quatro meses de R$ 300, o endividamento chegou na casa dos R$ 300 bilhões, isso tem um custo. O ideal é a economia voltar ao normal", afirmou o presidente.

Bolsonaro também citou uma possível desvalorização do real frente ao dólar como uma questão a se preocupar para o futuro ao considerar a continuidade do auxílio.

"Sabemos que isso aí traz problemas para a economia e se o dólar subir aumenta o preço do combustível lá fora. Você pode ver, aproximadamente 30% do diesel que nós consumimos vem de fora para dentro. Se o preço não for compensado, o pessoal não vai exportar diesel para a gente", acrescentou.

 


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