Política

Plano de união gera crise


O movimento do governador de São Paulo, João Doria, para unificar o PSDB em torno de um projeto de oposição ao Jair Bolsonaro abriu uma crise no partido e deverá antecipar o debate sobre a candidatura presidencial de 2022.

Doria trabalha para ser o presidenciável da sigla, o que desagrada adversários internos, e criticou a aproximação de parte da bancada tucana da Câmara do Planalto, que apoiou o candidato de Bolsonaro na eleição para a chefia da Casa.

Em um tenso jantar com integrantes da cúpula do partido no Palácio dos Bandeirantes, aliados de Doria apresentaram um plano para que ele assumisse a presidência tucana em maio.

Com isso, poderia controlar a sigla no ano que antecede a campanha eleitoral, inclusive a divisão de verbas para candidaturas estaduais.

A proposta foi apresentada por alguns dos aliados presentes, como o secretário Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional, que também é presidente do PSDB-SP) e o presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris.

Na mesa estava Bruno Araújo, atual presidente da sigla, que não sabia da ideia e contava com uma prorrogação por mais um ano de seu mandato. O governador não se manifestou.

O ex-chanceler Aloysio Nunes Ferreira afirmou que Doria caminharia para uma derrota certa se insistisse no plano. (FP)


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