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Jundiaí é a segunda melhor cidade para se viver no Brasil

desenvolvimento Atrás apenas de Maringá em todo país, Jundiaí é exemplo em serviços essenciais entregues à população


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Jundiaí conquista ótimo desempenho em desenvolvimento e serviços prestados, ficando em 2º no Brasil
Crédito: divulgação

Divulgado com exclusividade pela revista Exame, nesta terça-feira (9), Jundiaí desponta em 2º lugar no ranking do Índice de Desafios da Gestão Municipal 2021 (IDGM), da consultoria Macroplan. Na comparação com o ano anterior, o município subiu três posições, ficando à frente de São José do Rio Preto (3º), Piracicaba (4º) e Campinas (9º) e de capitais como Curitiba (7º), Belo Horizonte (15º) e São Paulo (19º).

A primeira colocada foi Maringá. O estudo avalia as 100 maiores cidades brasileiras quanto à qualidade dos serviços essenciais entregues à população nas áreas de educação, saúde, saneamento e segurança.

Além de destacar os investimentos que levaram a cidade a esse patamar, a Exame também entrevistou o prefeito Luiz Fernando Machado. Ele destacou que a boa avaliação é, entre outros aspectos, resultado da seriedade na gestão dos recursos públicos.

"Procuramos estabelecer o desenvolvimento de políticas públicas de estado, não de governo. Trabalhar com essa diretriz faz com que priorizemos a qualidade dos serviços públicos como ação constante", disse ele. "Junto a isso, a austeridade nos gastos e o equilíbrio fiscal são dois valores permanentes da gestão."

A publicação citou outros diferenciais de Jundiaí, como "um salário médio de 3.400 reais, diante dos 2.260 reais da média do país", e a atração de empresas e de profissionais qualificados, além de ter terminado 2020 com um número de vagas de emprego positivo na indústria.

Em índices individuais do mesmo ranking, a cidade está entre os dez melhores municípios em saneamento (7º) e educação (8º) e, na área da saúde, subiu 24 posições em uma década, ocupando agora a 25º entre as melhores.

"Os munícipios que forem proativos no sentido de criar políticas públicas de sustentabilidade, cada vez mais valorizadas pelas empresas e os cidadãos, estarão bem à frente das outras já no curto e médio prazo", avalia o alemão Heiko Hosomi Spitzeck, diretor do Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral. "A pandemia acelerou certas facilidades como o home office e cada vez mais gente está procurando cidades com boa qualidade de vida para morar."

Depois de fazer a lição de casa, a cidade começou a olhar mais para o meio ambiente. Um trabalho recente de despoluição do rio Jundiaí, que corta a cidade, trouxe de volta peixes como o bagre e aves como as garças. A prefeitura lançou no final do ano passado um edital para um projeto de urbanismo em um trecho do rio que percorre o centro da cidade.

A intenção é transformar o local em um polo gastronômico e de lazer, como já fizeram cidades como Munique, na Alemanha, e Buenos Aires, na Argentina.

IDGM

O levantamento da Macroplan avalia, desde 2013, a evolução dos serviços essenciais nas grandes cidades brasileiras sob a influência das prefeituras. Os municípios analisados pela Macroplan representam metade do PIB brasileiro e concentram 39,3% da população do país.

 


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