Política

UE não adotará vacina russa


A União Europeia não pretende comprar nem distribuir a vacina russa Sputnik V, afirmou nesta quarta (10) o porta-voz da Comissão Europeia (Executivo da UE), Erik Mamer. A afirmação veio em resposta a uma pergunta sobre se o bloco europeu não temia o uso de um imunizante produzido "por um país considerado inimigo da democracia europeia".

Nesta terça, a EMA (agência regulatória do bloco) aceitou o pedido de registro da Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. O imunizante agora será avaliado pelos técnicos da agência e, se aprovado, poderá ser comercializado no mercado comum europeu.

"Mas isso não quer dizer que a vacina será incluída na estratégia da UE [o que significa que o bloco investe na companhia como parte de um acordo de compra futura]", afirmou Mamer. "Não estamos em negociações com o fabricante da Sputnik V com o intuito de adquirir sua vacina", disse.

O porta-voz também disse que considerava "importante ressaltar que as negociações da Comissão Europeia para a aquisição de vacinas foram feitas com companhias e não com governos". Até agora, foram feitos acordos com oito empresas: Valneva, Janssen, Sanofi, Curevax, Novavax, Pfizer, AstraZeneca e Moderna. Dessas, três já foram autorizadas para uso no bloco.

Para que uma vacina seja incluída na estratégia de vacinação da União Europeia, é preciso ter a aprovação dos 27 países-membros. Além disso, uma das condições indispensáveis é que o fabricante tenha unidades de produção dentro do bloco, para facilitar a distribuição, de acordo com outro porta-voz da Comissão, Stefan De Keersmaecker.

(Das agências)


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