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Biden se movimenta por retomada


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Joe Biden, presidente dos Estados Unidos
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"A América está de volta". Foi com essa mensagem que o presidente Joe Biden sinalizou para representantes europeus e de outros países aliados sua intenção de reposicionar os Estados Unidos como líderes do Ocidente, em mais uma tentativa de romper com as políticas de seu antecessor na Casa Branca.

Em série de eventos virtuais nesta sexta-feira (19), Biden prometeu mais dinheiro para a distribuição de vacinas contra a covid-19 pelo mundo, confirmou a volta dos EUA ao Acordo de Paris sobre o clima, defendeu a democracia e o multilateralismo, criticou China e Rússia e reafirmou a importância da Otan -a aliança militar liderada por Washington e que era alvo de desconfiança de Donald Trump.

Exceção feita ao comentário sobre Pequim, todas as outras declarações representam uma mudança em relação à posição americana durante o governo anterior.

Enquanto o republicano defendia uma política isolacionista -simbolizada pelo slogan "América em primeiro lugar"- e criticava as alianças tradicionais de Washington, o democrata pediu apoio dos europeus para combater tanto a pandemia de coronavírus quanto a influência chinesa e russa.

"Eu sei que os últimos anos criaram tensão na nossa relação transatlântica", afirmou Biden durante um pronunciamento em vídeo para a Conferência de Munique (evento que reúne líderes mundiais para debater a segurança global).

"Os EUA estão determinados a se reaproximarem da Europa. A consultá-los. Ao ganhar novamente nossa posição de confiança e liderança", afirmou o americano para uma plateia formada principalmente por europeus. (FP)

 


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