Política

Reforma administrativa na mira dos presidentes do Congresso


Fabio Rodrigues PozzebomAgência Brasil
Lira e Pacheco estão dispostos a priorizar a Reforma Administrativa
Crédito: Fabio Rodrigues PozzebomAgência Brasil

Os presidentes da Câmara do Deputados e do Senado disseram a empresários que a reforma administrativa, que reestrutura carreiras e salário de servidores públicos, pode ser aprovada nas duas Casas em três ou quatro meses.

Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) participaram de reunião na Fiesp nesta segunda (1). Abílio Diniz (Península) afirmou que o Brasil está muito atrasado, fazendo referência a questões legislativas. Em meio a elogios a Pacheco, disse que vai mandar considerações ao Congresso.

Rubens Menin (MRV) questionou se seria possível aprovar a reforma administrativa ainda no primeiro semestre. O presidente do Senado respondeu que a proposta deve ter tramitação abreviada nas duas Casas, mas que haverá bastante debate.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que as reformas administrativa e tributária e a aplicação da vacina contra a covid-19 são as alternativas para livrarem o Brasil de se tornar a Argentina ou a Venezuela.

Em meio ao debate do pagamento de mais uma rodada do auxílio emergencial, Guedes condicionou o socorro à aprovação da reforma administrativa. Entre as mudanças está o corte de benefícios e vantagens, além de mudanças no regime de contratação. Licenças, aumentos e férias superiores a 30 dias serão dificultados ou até mesmo extintos. Após concurso público, só os mais bem avaliados serão efetivados.

"Quem tem poder, define quanto ganha. Quem legisla tá aqui, legisla seus próprios salários, suas aposentadorias", reclama o ministro.

Ele acrescentou. "Um jovem que fizesse um concurso público há três, quatro ou cinco anos, no primeiro emprego dele, para a mesma função, um jovem que acabou de se formar na universidade e passou num concurso público e o outro foi para iniciativa privada, um ganharia cinco ou seis vezes mais que o outro", exemplificou.

(Das agências)


Notícias relevantes: