Política

Bolsonaro trabalha em projeto para ampliar serviços essenciais


Marcelo Camargo/Agência Brasil
"Todo serviço que coloca pão na mesa é essencial", disse Bolsonaro
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em mais uma investida para enfraquecer as medidas de isolamento adotadas por governadores e prefeitos, e tentar diminuir o desemprego e as consequências negativas de um novo fechamento das atividades comerciais, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que mandou preparar um projeto de lei para enviar ao Congresso Nacional e ampliar a lista de atividades consideradas essenciais.

"Essa história do 'ficar em casa', para quem tem dinheiro, tudo bem. O pessoal muitas vezes trabalha hoje para comer amanhã, ou comer à noite. Eu falei ontem o que é atividade essencial. Mandei preparar um projeto nesse sentido", disse Bolsonaro a apoiadores, ao chegar ao Palácio da Alvorada. As atividades essenciais não podem ser interrompidas nem mesmo durante o lockdown.

Segundo o presidente, caberá à Câmara dos Deputados definir a lista de atividades essenciais. "A Câmara é quem vai decidir. Atividade essencial é toda aquela necessária para o chefe de família levar o pão para casa. Por que o cara que é encanador, por exemplo, não é essencial? Ele vai levar o que pra casa?", perguntou.

No ano passado, por meio de decreto, Bolsonaro incluiu várias atividades no rol de serviços essenciais, como salões de beleza, barbearias e academias. Na quinta-feira (4) Bolsonaro já havia sinalizado essa intenção por meio das redes sociais e aos apoiadores que o aguardavam no Alvorada no fim do dia.

Aprenderam a definição de trabalho essencial? Já chegou aqui ou não?", questionou. O chefe do Executivo se referia a um post publicado por ele mais cedo, nas redes sociais, no qual dizia que "atividade essencial é toda aquela necessária para um chefe de família levar o pão para dentro de casa".

Ao falar sobre a possibilidade de que governadores comprem vacinas diretamente dos laboratórios, sem intermediação do governo federal, Bolsonaro disse não haver problema, desde que os próprios Estados paguem. "Mas quem vai pagar a conta? Eu? Não. Se quiserem comprar, podem comprar, mas a vacina vem para o Plano Nacional de Imunização. Ninguém está contra governador não, mas estamos fazendo contato com o mundo todo."

Bolsonaro disse, ainda, que o governo não tem capacidade para pagar auxílio emergencial para sempre à população. "Auxílio emergencial é endividamento do Estado, não tem como. Alguns acham que pode dar a vida toda. Não dá", argumentou ele.

Proibições

A venda de produtos não essenciais estará proibida nos supermercados do Rio Grande do Sul a partir de segunda-feira (8). A restrição foi anunciada durante live do governador Eduardo Leite (PSDB), no fim da tarde desta sexta-feira (5), e visa a reduzir a aglomeração nestes estabelecimentos. A definição será publicada em decreto pelo governo do Estado.

Os supermercados poderão vedar o acesso aos produtos, cobrindo as prateleiras ou demarcando a área para não ter circulação. Os itens não essenciais incluem artigos de bazar, como louças, copos, utensílios e eletrodoméstico, por exemplo. No comércio geral, uma alteração de protocolo anterior já havia liberado o delivery e o teleatendimento para a venda de itens não essenciais.

(Da redação)


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