Política

Transferência de vítimas aprovada


O Senado aprovou nesta quinta-feira (11) o projeto que autoriza servidoras públicas vítimas de violência doméstica a pedirem transferência de cidade. Pelo texto, a regra vale para servidoras federais, estaduais e municipais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Com a aprovação, a proposta segue para a Câmara dos Deputados. O texto inclui na Lei Maria da Penha a possibilidade de transferência.

Pelo texto, a Justiça poderá determinar a transferência da servidora se ela solicitar, e as informações sobre o novo endereço não poderão ser publicadas em canais oficiais do órgão para o qual ela trabalhar.

"A remoção, sem a identificação da removida nos atos de publicidade oficial, para garantir que o agressor não ganhe informações que o possibilitem perseguir a vítima em seu novo local de residência e de trabalho", disse o relator, Weverton (PDT-MA).

Ainda segundo a proposta, a servidora que solicitar a mudança terá direito à chamada ajuda de custo, que cobre gastos com a viagem e as despesas de instalação na nova cidade. Atualmente, se um funcionário público pedir transferência e o cônjuge também for servidor, o autor do pedido não tem direito à indenização.

De acordo com o texto, o juiz também poderá decidir pelo afastamento da servidora vítima de violência doméstica por até 15 dias para tratamento psicológico e de saúde. Nesse período, a funcionária receberá normalmente seu salário.

Inicialmente, a proposta, de autoria do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não alterava a Lei Maria da Penha, mas uma legislação que trata do funcionalismo público.

(Das agências)


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