Política

Pazuello alega problemas de saúde e pede para deixar ministério

O presidente Bolsonaro não está tão disposto a fazer qualquer troca, mas vem sendo pressionado


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Pazuello
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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, comunicou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que está com problemas de saúde e pediu para deixar o ministério. A informação é do jornal O Globo.

Segundo a publicação, Pazuello alegou que precisará de mais tempo para se reabilitar.

O presidente Bolsonaro não está tão disposto a fazer qualquer troca, mas vem sendo pressionado por parlamentares do centrão e auxiliares.

Dois médicos cardiologistas são cotados para assumir a Saúde: Ludhmilla Abrahão Hajjar, professora associada da USP, a qual Bolsonaro está reunido no Palácio do Alvorada, desde as 14h de hoje, e Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Deputados federais também são considerados para assumir a pasta. Por exemplo, o ex-ministro da Saúde do governo Michel Temer e atual líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), o ex-secretário de Saúde do Rio, Luiz Antônio Teixeira Jr (PP-RJ), conhecido como 'Dr. Luizinho', e Dr. Hiran Gonçalves (PP-RR).

O primeiro é visto como uma eventual escolha mais política, enquanto os outros dois seriam vistos como soluções mais técnicas, embora ainda políticas.

Os três deputados são filiados ao PP, partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), um dos principais líderes do centrão no Parlamento. A sigla ainda não conta com o comando de uma pasta na Esplanada dos Ministérios e, por isso, os nomes desses parlamentares são considerados como uma sinalização positiva ao Congresso Nacional e, especialmente, ao centrão.

Pazuello está pressionado no cargo por conta do pior momento da pandemia vivido pelo país, do retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao tabuleiro eleitoral e . Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a cúpula do Legislativo crê que o ministro faltou com a verdade e vê justificativa para a demissão de Pazuello.

No ofício enviado à Câmara e ao Senado, o ministro negou mudanças e bancou as 38 milhões de doses previstas para março mesmo depois de reduzir o cronograma de vacinação em cinco oportunidades.


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