Política

Governo federal compra mais 138 milhões de doses da vacina

Vacinação A compra será feita das farmacêuticas Janssen e Pfizer, e serão distribuídas a partir so segundo trimestre deste ano


TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL
Ao todo, foram encomendadas 100 milhões de doses da Pfizer e mais 38 milhões da Janssen, ainda para este ano
Crédito: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

O governo federal assinou contratos com as farmacêuticas Janssen (do grupo Johnson & Johnson) e Pfizer que preveem, ao todo, a entrega de 138 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Desse total, 100 milhões de doses serão da Pfizer e 38 milhões, da Janssen. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que está de saída do cargo, já havia anunciado nos últimos dias que o governo estava prestes a assinar os acordos.

No Brasil, duas vacinas já obtiveram o registro definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação na população: a da Pfizer e a da AstraZeneca/Oxford. A da Janssen ainda não possui registro definitivo nem autorização para uso emergencial.

As vacinas da Pfizer e da Janssen já foram aprovadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para uso emergencial. Dos imunizantes que estão sendo aplicados no mundo, o da Janssen é o único que requer somente uma dose por pessoa. Com os acordos com Pfizer e Janssen, o Ministério da Saúde afirmou que já tem contratadas para 2021 a compra de 562 milhões de doses de vacinas.

De acordo com o contrato, o Brasil vai pagar US$ 10 por dose da vacina da Pfizer. Com isso, o contrato com a empresa é de US$ 1 bilhão. O contrato da Janssen prevê também o valor de US$ 10 por dose, e um pagamento US$ 95 milhões na primeira parcela.

O ministro Pazuello admitiu que o cronograma poderá sofrer mudanças: "O cronograma previsto é para ser alterado. Quando a fabricante não entrega, quando a linha de produção para, quando acontece qualquer dificuldade na legalização das doses", afirmou ele, que será substituído no comando da Saúde pelo médico Marcelo Queiroga.

O Brasil negocia com a Pfizer desde o primeiro semestre do ano passado, mas o acordo estava emperrado porque o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) não concordava com as cláusulas que isentam a farmacêutica de responsabilidade por efeitos colaterais.

A primeira proposta foi feita em 15 de agosto para a entrega de 70 milhões de doses ao Brasil a partir de dezembro de 2020. "Isso tudo obviamente faz com que a gente não consiga contratar a Pfizer", chegou a afirmar o ministro Pazuello. "Queremos que a Pfizer nos dê o tratamento compatível com o nosso país, amenize essas cláusulas. Não podemos assinar dessa forma."

Em resposta, a Pfizer afirmou que as cláusulas apresentadas ao governo estão em linha com os acordos fechados em outros países "inclusive na América Latina. Diversos países já começaram a vacinação, salvando vidas", esclareceu.

Cronograma

De acordo com o Ministério da Saúde, os prazo para entrega das doses da Janssen são:

Terceiro trimestre de 2021 - 16,9 milhões de doses

Quarto trimestre de 2021 - 21,1 milhões de doses

Ainda segundo a pasta, as doses da Pfizer deverão ser entregues no seguinte cronograma:

Segundo trimestre de 2021 - 13.518.180 de doses

Terceiro trimestre de 2021 - 86.482.890 de doses


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